Ouça homenagem do Programa Uol That Jazz Johnny Alf, um dos pais da bossa-nova, nasceu em 19/05/1929 e faleceu recentemente em 04/03/2010
Ouça homenagem do Programa Uol That Jazz
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Dedicated To You: Kurt Elling Sings The Music Of Coltrane And Hartman
Dancin' 4 Chicken
Five Peace Band - Live
Book One
Juntos Para Siempre 
1- Pra começar, o jazz iniciou o ano de 2009 já de luto com a morte do trompetista Freddie Hubbard em 30 de Dezembro de 2008: em 2007 ficamos felizes quando ele voltou de um longo hiato de sete anos e gravou o disco On the Real Side com o The New Jazz Composers Octet, mas parece que algumas complicações cardíacas não deram a chance do grande trompetista gravar outras pérolas.2 - E por falar em falecimento, tivemos – entre outras más notícias – a infelicidade de ouvir e ler sobre o falecimento do pai do “jazz modal”, o inovador compositor George Russell, em 27 de Julho: no início dos anos 50 ele idealizou e teorizou o uso das escalas modais gregas na harmonia jazzística, o que acabou influenciando Miles Davis no disco Kind of Blue em 1959, um dos maiores clássicos da história do jazz – mas é preciso lembrar que Russell também lançaria o seu clássico Ezz-Thetic, em 1961, disco dissonante também baseado na sua teoria modal The Lydian Chromatic Concept of Tonal Organization. 3 - E por falar em Kind of Blue, 2009 foi o ano do cinquentenário desse tão importante álbum que popularizou o jazz modal e é considerada uma das mais “perfeitas” gravações do jazz: a importância desse disco fez com que a Sony/Columbia lançasse uma caixa de luxo com o livro Kind of Blue (escrito pelo jornalista americano Ashley Khan), com encartes coloridos, com fotos das sessões e, além disso, o álbum também recebeu um sequência de homenagens através de eventos no Lincoln Center e de concertos com a banda do baterista Jimmy Cobb (o último sobrevivente da gravação), que se apresentou em vários clubs americanos – inclusive no grande Jazz at Lincoln Center – e no Brasil, no Bridgestone Festival Music.4 - Por falar em Jazz at Lincoln Center, o todo-poderoso Wynton Marsalis, diretor dessa instituição, assustou toda a imprensa da música ao anunciar seu desligamento da gravadora Blue Note – considerado o mais legendário selo da história do jazz – para lançar e vender seus discos de forma não-tradicional através do selo Orchard, um selo que, como o inovador ArtistShare, atua com a distribuição on-line e com uma forma captação de varejistas não convencional, aderindo à atual mudança de paradigma nos negócios do mercado fonográfico que mudou drasticamente com a chegada da internet ao domínio popular. 5 - Mas, se por um lado a Blue Note perdeu um dos seus maiores vendedores de discos, por outro lado o ano de 2009 foi simbólico e lucrativo por conta do seu 70º aniversário (sim, ¾ de século de existência!): nesse ano a gravadora Blue Note fez uma maratona de concertos na maioria dos principais clubes americanos, fez uma mega-campanha de merchandising com bonés, tênis e camisetas e queimou seu estoque com promoções dos seus principais lançamentos históricos. 6 - Apesar de todo esse poder, tradição e lenda que a gravadora americana exerce sobre o jazz, a grande gravadora ECM, sinônimo de vanguarda e música contemporânea, também não ficou atrás e deu o que falar nas manchetes dos jornais e revistas especializadas em jazz: a gravadora alemã, dirigida pelo mítico produtor Manfred Eicher, fez 50 anos de idade (sim, ½ século de exitência!) – e para comemorar ela lançou uma série de 40 títulos batizada de Touchstones com suas maiores gravações. 7 – O pianista Keith Jarrett, astro maior da ECM, também deu o que falar em 2009: além dos bons lançamentos de 2008 e 2009 (Yesterday e Testament), Keith Jarrett se consagrou como um dos únicos músicos vivos a entrar para o Hall of Fame da Revista Downbeat no final de 2008. 8 – Se por um lado jazzistas bem vivos e vívidos como Wynton Marsalis e Keith Jarrett deram o que falar nas manchetes, por outro lado os mortos reafirmaram seus eternos legados: o cinqüentenário do falecimento da cantora Billie Holiday foi recebido com uma linda estátua em Baltimore e homenagens nos EUA e no mundo todo – inclusive no Brasil, o excelente festival Tudo é Jazz foi dedicado inteiramente à ela. 9 – Duke Ellington, por sua vez, foi definitivamente “canonizado” ao ser representado na moeda de 25 centavos de dólar, após uma votação no distrito de Columbia – trata-se do primeiro negro e primeiro jazzista a receber tal distinção. 10 – Por fim, vale lembrar do cinquentenário do maravilhoso álbum Time Out, de Dave Brubeck, pianista ainda vivo e que recebeu uma pá de homenagens no Jazz at Lincoln Center e se apresentou nos Festivais de Newport e Toronto em homenagem à sua principal criação: o Time Out é, aliás, um dos álbuns mais lendários – o primeiro a vender 1 milhão de cópias – que recebe distinção não só pelas melodias marcantes, mas pelo fato das composições terem sido escritas em compassos impares e inusuais como 5/4, 7/4 e 9/8. Clique nas imagens abaixo para acessar as respectivas matérias dos fatos em blogs, sites e jornais que noticiaram jazz em 2009:







Que 2010 seja um ano repleto de novidades, bons lançamentos e prosperidade!!!
Feliz Ano Novo!!!
Happy New Year to All!!!
Neste última quarta-feira o baterista Rashied Ali faleceu aos 74 anos de idade após uma parada cardíaca, em Manhattan, New York.
Enfim, quero lembrar que eu criei a conta no Blogger no final de 2006 e passei a postar em Abril de 2007 já com o nome "Farofa Moderna". A intenção inicial do blog era apenas disponibilizar alguns downloads e resenhas sobre músicos e discos variados: mais propriamente downloads de discos que não fossem tão acessíveis quanto os clássicos. No entanto, com o decorrer do tempo, vimos a necessidade de nos tornarmos mais informativos, mais ricos, mais abrangente e mais dinâmicos, pois já existem muitos blogs de download por aí, além dos programas p2p que disponibilizam discos diversos. Por isso que passamos a dar ênfase em mostrar informações, resenhas, entrevistas, podcasts temáticos, debates e opiniões em troca dos downloads. Hoje, enfim, podemos dizer que nosso blog tem um "valor informativo" considerável que soma-se aos esforços de outros blogs interessantes e ricos de informações como Jazzman!, MPB&Jazz, SoJazz, Jazzseen, Jazzigo, CJUB Jazz & Bossa, Br-Instrumental, Jazz & Rock, Loronix, Blues Everyday e Blog da Ava, só para citar alguns que eu visito com uma certa frequência. Também já tivemos nossas resenhas publicadas em outros sites como o Maritaca, tivemos reconhecimendo de sites especializados em cultura como o Digestivo Cultural e o Portal Cotonete, parcerias frutíferas como as parcerias Farofa Moderna/ Site Quinta Avenida e Farofa Moderna/ Blog Jazzman! e o nossos links já estão espalhados por uma quantidade considerável de sites e blogs pela net. Contudo, também quero enfatizar que não estou querendo dizer que o Farofa Moderna é "top" e nem é a nossa intenção torná-lo mais "popular" do que outros blogs de Jazz - até porque, além do Farofa Moderna ter apenas dois anos de cadastro no blogger, há assuntos que abordamos (como Free Jazz, World Music, Música Experimental) os quais não são da preferência da maioria das pessoas que navegam pela blogosfera brasileira -, mas se o blog está sendo reconhecido pelos visitantes e por outros sites e blogs interessantes, isso quer dizer que nosso trabalho de difusão cultural está sendo feito com amor e está sendo bem feito, ainda que nos faltam tempo devido a correria do dia-a-dia. Nossa intenção, no entanto, continuará sendo esse compartilhamento de idéias, informações, discos e opiniões, prezando por mostrar tanto o tradicional quanto o moderno, tanto o jazz quanto a música brasileira, tanto o "mainstrean" quanto a "vanguarda", tanto a informação quanto a opinião, e assim por diante. Obrigado a todos colaboradores que me ajudam a manter o blog (Rubens Akira, Leonardo Alcântara (Jazzman), Daniel Argentino, Mr Butterfly) , a todos às pessoas que nos visitam, a todos blogs parceiros que mostram nossos links (Jazzseen, Loronix, MPB&Jazz, Sonorica, Blog da Ava e etc) e a todos os "colaboradores indiretos" que nos mandam links para download, fotos, e-mails e afins! Feliz 2009 a todos!!!
Uma semana antes dessa entrevista a fotojornalista Fernanda Melonio e eu tivemos a oportunidade de prestigiar os primeiros shows de sua turnê brasileira, que começou no início de 2009 no Mistura Fina, em Ipanema. Acompanhada de uma super banda que mesclava novos músicos (Jorge Pescara (baixo) e Rodrigo Lima (guitarra)) e veteranos influentes (José Roberto Bertrami (teclados), Haroldo Jobim (bateria) e Paulo Fernando Marcondes Ferraz (percussão)), Ithamara impressionou um Mistura Fina lotado com sua potente técnica vocal e sua comovente interpretação para um repertório diversificado. Seja cantando clássicos brasileiros (Desafinado e O Pato), ou standards americanos (My Favorite Things e The Shadow of Your Smile), Ithamara entrava e saía muito bem nas mais variadas vertentes, mostrando ao público a característica principal de sua obra: a versatilidade. Simpática e atenciosa com uma platéia calorosa, Ithamara deixou sua marca, provando que a escolha da revista DownBeat não é mero acontecimento, mas a confirmação e o reconhecimento a uma cantora em puro momento de inspiração e criatividade. 






Por Leonardo Alcântara
No final de 2007, mais precisamente na véspera de Natal, fomos surpreendidos com a notícia da morte do nosso querido Oscar Peterson. Nesta última segunda-feira (29), no final de mais um ano, outro jazzista genial nos deixa: após sofrer um ataque cardíaco, o trompetista Freddie Hubbard morre aos 70 anos de idade.
Segundo seu empresário, o também trompetista David Weiss, do New Jazz Composers Octet, Hubbard morreu no Sherman Oaks Hospital, no noroeste de Los Angeles. Ele havia sido hospitalizado no dia 26 de novembro.
Nas últimas semanas, aconteceram diversos rumores sobre o estado de saúde de Hubbard. O diário Washington City e o site JazzTimes publicaram notícias que davam conta de que o trompetista havia sofrido um ataque cardíaco e entrado em coma.
2008: O renascimento e o fim de Hubbard
Em junho de 2008, os fãs de jazz foram presenteados com o álbum On the Real Side (70th Birthday Celebration), que celebrava os 70 anos de carreira do trompetista e marcava a sua volta às gravações, o que não acontecia desde o álbum New Colors (2001) devido ao seu estado de saúde. Acompanhado do The New Jazz Composers Octet, Hubbard revigorou o seu repertório regular, sendo elogiado por público e crítica especializada.
Hubbard foi conhecido por sua versatilidade. Tocou com os principais nomes, como Thelonious Monk, Miles Davis, Cannonball Adderley e Coltrane, além de ter participado das principais transformações do jazz durante seus 50 anos de carreira. A revista DownBeat descreve-o como tendo uma sonoridade que combinava a técnica de Clifford Brown, a bravura de Lee Morgan e a sensibilidade de Miles Davis. Sua obra inspirou diversas gerações de músicos, que admiraram o seu estilo exuberante de tocar.
“Ele influenciou todos os trompetistas que vieram depois dele”, disse Marsalis. “Certamente eu ouvi muito do seu trabalho... Todos nós o ouvíamos. Ele tem esse som alto, um grande senso de ritmo e tempo e a grande marca do seu estilo é uma exuberância. Sua técnica é exuberante”.
Hubbard, obrigado por tudo! JM
"The night has a thousand eyes" (Berna, 1989)
John Arnold Griffin III nasceu em Chicago, Illinois, E.U.A.. Estudou na DuSable Highschool começando no clarinete, oboé e depois sax alto, tocando por um curto período na Orquestra de Lionel Hampton, antes de mudar definifitivamente para o sax tenor. Também tocou com Arnett Cobb e aos 15 anos com T- Bone Walker. Tocou com grandes músicos do Jazz, como Wynton Kelly, Curly Russell, Max Roach, John Coltrane, Hank Mobley, Paul Chambers, Philly Joe Jones, Eddie "Lockjaw" Davis, Sonny Clark e no famoso Jazz Messengers de Art Blakey por alguns meses em 1957 e o sexteto e quarteto de Thelonious Monk em 1958. Na Europa, também gravou com Wes Montgomery em 1965, de 1967 à 1969 fez parte da Kenny Clarke-Francy Bolland Big Band, em 1970 no Festival de Montreux com o Dizzy Gillespie Big 7. No fim dos anos 70, sua Big Band contava com: Nat Adderley, Derek Watkins, Art Farmer, Slide Hampton, Jiggs Whigham, Herb Geller, Wilton Gaynair, Stan Getz, Gerry Mulligan, Rita Reys, Jean "Toots" Thielemans, Niels-Henning Ørsted Pedersen, Grady Tate, e Quincy Jones como arranjador. Em 1978 gravou com o quinteto de Nat Adderley.
Um dos maiores saxofonistas brasileiros, J.T. Meirelles, como era conhecido, iniciou sua carreira bem jovem colaborando com arranjos para Jorge Ben Jor no seu sucesso "Mas que Nada". Foi com o sucesso dos arranjos que Meirelles pôde iniciar sua carreira de líder: ele acabaou recrutando um conjunto que viria a batizar Os Copa 5, composto por músicos de alto calibre, todos ligados à bossa nova: Luiz Carlos Vinhas, Dom Um Romão, Manoel Gusmão e Pedro Paulo. Foi a formação que criou o conciso "O Som" (64), com seis clássicos instrumentais de Meirelles. Esse foi um de seus poucos discos que marcou o seu pioneirismo e sua contribuição à formação da nossa música instrmental, pela qual J.T é considerado por muitos o "pai" do Samba-Jazz ou, como prefere dizer alguns, um dos maiores precursores do Brazilian Jazz.