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Ladies and gentleman, I present to you Geraldo Pino !!!

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Yeah, man! Afro Soco Soul Now! Há tempos que não posto algum material mais estilo fusion, pop, soul, funk ou world music aqui no Farofa Moderna. Sendo assim, apresento aqui - aos que não conhecem e recordo aos que conhecem, mas não se lembrava - Geraldo Pino, um grande artista africano dos tempos da revolução soul e funk - lá nos anos 60, época em que os grooves do James Brown infestaram-se nas festas e bailes da negritude nos EUA, Jamaica, Africa, Brasil e, também, fizeram muitos brancos sacudir na Inglaterra, França e Japão e noutros confins pra onde a música afro podia ser exportada e lá digerida.




 
Gerald Pine, apelidado por ele mesmo de Geraldo Pino, foi um grande fã e entusiasta da música de James Brown. E apesar do ostracismo que estigmatizou seu nome após o "sucesso exportação" de Fela Kuti, ele pode ser considerado o principal precurssor do Afro-Beat. Aliás, o próprio Fela Kuti, o pai do Afro-Beat, admitiria a influência de Pino, em 1984, ao falar da primeira vez em que viu o músico com sua banda com toda aquela parafernália de instrumentos eletrônicos na Nigéria, em 1966: "I was playing highlife jazz when Geraldo Pino came to town in '66 or a bit earlier with soul — that's what upset everything, man! He had all Nigeria in his pocket. Made me fall right on my ass, man!" Nascido em Serra Leoa, Geraldo Pino era filho de um advogado nigeriano. Apaixonado pela música afroamericana, ele se rebelou contra o pai após a morte súbita da sua irmã e sua mãe, seguindo vida independente ao fundar o Heartbeats, banda que viria ser uma das mais bem comissionadas de Freetown e em toda a África Ocidental nos anos 60 com suas versões das músicas de James Brown e do repertório da gravadora Motown. Após sucesso de público - o Heartbeats foi uma das primeiras grandes atrações televisivas quando a televisão chegou em Serra Leoa e Nigéria em 1962 - Geraldo Pino fundou a sua própria gravadora chamada simplesmente Pino Records. A partir daí, ele lançaria seus três e únicos albuns: Heavy, Heavy, Heavy, Afro Soco Soul (Live) e Let's Have a Party. O material musical contido nesses albuns é recheado de elementos tais como grooves característicos do funk, riffs um tanto bluesy, beats característicos dos tambores africanos, orgão Hammond, sintetizadores, guitarras elétricas em rompantes psicodélicos e inflamados spoken vocals. Aos que se interessarem em adquirir essas belezuras de discos, todos os três títulos citados foram reeditados em CD's em 2005, sendo possível comprá-los em sites como Amazon ou CDUniverse, ou seja, se antes eram raridades encontrada apenas em LP's, agora já vale a pena economizar uns "trocados" pra adquirí-los em CD. Para provar à vocês que vale a pena, deixo pra download o disco Heavy, Heavy, Heavy: basta clicar aqui no link da Comunidade do Blog Farofa Moderna no Orkut, e você já estará de cara com o link de download.

Benjamin Taubkin no "caminho das Índias"

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Saiba mais sobre Madhup Mudgal Em tempos de uma programação televisiva emburrecedora com direito a reality shows, estréias de novelas e carnaval com fundos eróticos, não nos resta outra coisa a não ser gastar o tempo livre pesquisando sobre cultura, artes e estéticas interessantes - sobretudo, sobre a música instrumental brasileira. E foi desdenhando a telinha que recentemente, em minhas buscas no terreiro brasileiro, encontrei um disco interessantíssimo que, por coincidência, acabou combinando com as minhas recentes bucas nos terreiros das músicas árabes e indianas atreladas à improvisação jazzística. Trata-se do CD Samwaad: Rua do encontro, gravado ao vivo no teatro do Sesc Belenzinho em 2004, numa parceria do pianista Benjamin Taubkin e o grupo indiano Gandharva Mahavidyalaya, liderado pelo vocalista Madhup Mudgal. O interessante desse projeto é que ele também reuniu 31 ritmistas de escolas de samba de São Paulo, visando um diálogo entre a cultura brasileira, através dos elementos do samba, com a cultura da India: vê-se, então, um intercâmbio de sonoridades entre as cordas ( contrabaixo, cavaquinho, violão e bandolim) e percussão brasileira (dirigidos por Rafael Y Castro) com as tablas, flautas, vozes e cítaras indianas, numa composição que me pareceu bem coesa e original. Benjamin Taubkin foi o responsável pelo arranjo harmônico do encontro. Este musical serviu de trilha sonora para o espetáculo de dança Samwaad: Rua do Encontro de Ivaldo Bertazzo. O espetáculo também foi gravado em DVD. Ambos, DVD e CD, estão à venda no portal do Sesc (clique nas imagens para acessar os sites).

1. Mangalaacharam
2. Madhuanti
3. Satva
4. Teen Taal
5. Kaida
6. Saarang
7. Jog
8. Santa Morena
9. Palaas
10. Breques da Bateria
11. Sam


play Clique e veja o thriller do espetáculo Samwaad: Rua do Encontro


Saiba mais sobre Benjamin TaubkinConhecido por um público seleto, o paulistano Benjamin Taubkin é um dos grandes pianistas brasileiros. Mas Benjamin Taubkin também pode ser vários: pode ser o pianista, pode ser o Benjamin Taubkin-produtor, pode ser o Benjamin Taubkin-compositor, pode ser o Benjamin Taubkin-curador, ...Benjamin Taubkin é, enfim, um músico multifacetado de importância incontornável da Música Instrumental Brasileira Contemporânea (isso, isso mesmo: um rótulo grande com iniciais maiúsculas). Dirigente do selo Núcleo Contemporâneo, Taubkin é um músico muito benquisto que já tocou com uma diversidade de conjuntos e músicos como Banda Savana, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Nailor Proveta, Rafael Rabelo, Moacir Santos, Arismar do Espírito Santo, Nenê, Marluí Miranda, Zizi Possi, Paulo Moura, Madup Mudgal, Orquestra Sinfônica de Recife, Mônica Salmaso, Elza Soares e Ivaldo Bertazzo, além dos seus projetos que se caracterizam não só por serem grandes eventos como também são estruturalmente bem elaborados.

Para exemplificar o ativismo musical e a gana do produtor em dirigir projetos grandiosos e diversos, destaca-se suas principais realizações: entre 1975 e 1977, Taubkin dirigiu projetos como "Música no Parque", uma série de concertos no Bosque do Morumbi e no Jardim da Luz, em São Paulo, além de "Música nos Museus" e "Sessão Coruja", série de música instrumental apresentada no Teatro Municipal de São Paulo; em 1985, fundou, com Guilherme Vergueiro e Myriam Taubkin, a Vergueiro & Taubkin Projetos Culturais; em 1987, com a participação da Crescente Produções, Taubkin criou o projeto "Memória Brasileira", dentro do qual realizou as séries “Violões” (1989) e “Arranjadores” (1992), apresentadas no Teatro Cultura Artística e posteriormente transformadas em programas transmitidos pela TV Cultura (SP); também realizou o projeto "Memória Brasileira", lançando os CDs “Violões”, os quais abrangem obras de violonistas brasileiros, e “Viva Garoto”, contendo gravações inéditas do violonista Garoto; já no final da década de 90 ele co-fundou, ao lado do saxofonista Teco Cardoso, Mané Silveira e Toninho Ferragutti, a gravadora Nucleo Contemporâneo, um selo desde sempre independente, que vem sendo responsável pelo enriquecimento do catálogo de discos de Música Instrumental Brasileira; também, através do Núcleo Contemporâneo, passa a realizar o "Encontro Latino-Americano - Novos Caminhos para a Música", um encontro de bandas, músicos e produtores de vários países da América Latina, afim de reforçar o diálogo e o intercâmbio cultural entre esses países; atuou, entre 1993 e 1994, como co-assessor de música da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, junto com Rodolfo Stroeter, na gestão Ricardo Othake; e é um dos grandes incentivadores de música independente do cenário paulistano, sendo, também, um dos idealizadores e dirgientes da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI).

Como compositor, Benjamin Taubkin lançou obras como 54 West 16th. Street, A terra e o espaço aberto, Domingo no Sítio dos Nakashima, Improviso (c/ Caíto Marcondes), Maracatu do João, Pena que a vovó não está aqui ou O Dia em que John Coltrane esteve em Bebedouro, Quarta-feira 1:00 (com Toninho Carrasqueira, Marcos Suzano e Lui Coimbra), O passeio dos elefantes (com Lui Coimbra e Toninho Carrasqueira). Os discos solos não são muitos, mas são dignos de coleção: abrange Um piano ao cair da tarde (1985), Sax sob as árvores, A terra e o espaço aberto (1997). Ademais, Taubkin já lançou e vem lançando grandes trabalhos através das suas parcerias e seus conjuntos: atualmente o pianista é membro do Trio + 1 (com o baterista Sérgio Reze e o contrabaixista Zeca Assumpção), da Orquestra Popular de Câmera e do grupo de choro Moderna Tradição (composto do pianista mais o bandolinista Izaías Bueno de Almeida, o violonista Israel 7 Cordas, o saxofonista e clarinetista Nailor Proveta e o percussionista Guello), tendo, também, gravado discos como colaborador tais como: Banda Savana (1991), Zizi Possi - "Valsa Brasileira" (1993), que recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco de MPB; Paulo Moura (1994: Série Tom Brasil), Toninho Carrasqueira (1996), Quinteto Lea Freire e Teco Cardoso, "Arranjadores" e "Voadeira", de Mônica Salmaso.


Rokia Traoré: uma das vozes mais belas da World Music atual

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Clique aqui para visitar o site de Rokia Traoré Rokia Traore: world music sofisticada de um dos países mais pobres da África


Rokia Traore é uma cantora e guitarrista de Mali. Mali é um país subsaariano(mais propriamente da região noroeste africana) o qual ainda sofre com as sequelas deixada pela ex-colonização, pela pobreza, pela seca e pelos problemas políticos históricos entre tribos tão comuns nos vários países da Africa. Mali pode ser um dos países de grande miséria, mas é um dos grandes paraísos culturais africanos, sobretudo rico na cultura musical. Aqui no Farofa Moderna, por exemplo, já falamos de outro grande artista maliano: Ali Farka Touré, um dos cantores que desde sempre esteve a mostrar que o Mali seria um dos países onde, mais possivelmente, surgiram as raizes do blues que despontou no canto dos escravos trabalhadores das fazendas de algodão no final do século 19, já na América.


Assista vídeo/performance Rokia Traoré no site do selo NonesuchRokia Traore não chegou a sofrer com a pobreza de seu país, pois foi abençoada por ser filha de um diplomata de Mali. Mas isso não foi o suficiente para que ela não sofresse para se instituir artista. Mandada pelo pai pra estudar no exterior, Rokia chegou a morar em vários lugares diferentes como EUA, Europa e Oriente Médio, chegando a fixar residência em Bruxelas, onde estudou e integrou uma banda de Rap. Mas, ainda que ela fosse uma moça africana abençoada por poder aprender sobre culturas diferentes, o sentimento patriótico falou mais alto: no início dos anos 90 ela voltou para Mali para assimilar os elementos musicais do seu povo e poder expressar em sua música não a cultura dos outros povos, mas a sua cultura, a cultura africana, mais propriamente a música de Mali. O desafio foi se instituir como uma voz contemporânea sem desprezar a instrumentação e todos os elementos étnicos-tradicionais africanos. Em seu site a cantora deixa explícito que não queria cantar jazz, pop ou qualquer música que não viesse de suas raizes: "The daughter of a Malian diplomat who was posted to the USA, Europe and the Middle East, she studied in Brussels and worked in a rap band, before deciding to go back to Mali to create the music she wanted, which was to be 'not pop, not jazz, not classical but something contemporary with traditional instruments'". A jornada até o reconhecimento foi suada: já de volta à Europa, a cantora teve de se sujeitar a trabalhar como empregada doméstica e lavadora de pratos em restaurantes, até que conseguiu juntar bons músicos africanos e não-africanos que aceitaram e puderam trabalhar a partir da suas idéias: trabalhar numa abordagem mais folk mas imprimindo uma roupagem contemporânea. Enfim, em 1997, Rokia teve seu merecido reconhecimento após participar do Anglouleme Festival France, sendo aclamada na categoria 'African Discovery of 1997'. Era o começo de uma carreira prolíficua: hoje Rokia Traore é uma das mais interessantes vozes da World Music. Com quatro discos lançados desde 1998, a cantora vem evoluindo em questão de contemporaneidade, fazendo uso de texturas minimalistas e tênues efeitos eletrônicos, mas sempre com a instrumentação acústica em primeiro plano: uma instrumentação marcada pela presença de Kora, bailofones, guitarra acustica ou semi-acustica, ngoma, entre outros tambores diversos da cultura africana. Dessa forma Rokia passou a agradar não só fãs de Word Music como também de outros gêneros. Seus ultimos discos, Bowmboï ( o seu melhor disco, lançado em 2004, com participação do grande quarterto de cordas Kronos Quartet) e Tchamantché (2009), por exemplo, foram lançados pelo selo Nonesuch, um dos selos de grande exclência em questão de jazz contemporâneo que, inclusive, emplacou três dos seus ultimos álbuns na lista dos mais votados da Revista Down Beat em 2008: Day Trip, do trio do guitarrista Pat Metheny (Christian McBride, baixo; Antonio Sanchez, bateria); History, Mystery, do guitarrista Bill Frisell e Brad Mehldau Trio: Live (at the Village Vanguard). Para baixar discos de Rokia Traoré acesse o buscador Captain Crawl.


Tchamantche (2009) - compre no CD Universe

Rokia Traore (vocals, acoustic guitar); Ousmane Sacko (vocals); Christophe Minck (guitar, bass instrument); Djibril Camara (bolon); Kronos Quartet (strings); Andra Kouyate (ngoma, percussion); Mamah Diabate, Baba Sissoko (ngoma); Steve Shehan, Sidiki Camara, Alou Coulibaly, Adama Diarra (percussion); Charlotte Dipanda (background vocals)

In the Townships - Dudu Pukwana 1973

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Dudu Pukwana é um dos mais seminais saxofonistas sul-africanos, um dos principais jazzistas do continente africano, chegando a trabalhar com a maioria dos músicos vanguardistas europeus, sendo, portanto, um nome de grande valor no campo do Free Jazz pós-Ornette: seu início acontece ainda na África do Sul no início da década de, quando é convidado em 1962 pelo lendário Chris McGregor para formar o Blue Notes Sextet, banda que continha músicos como Louis Moholo, Johnny Dyani, Mongezi Feza e Nikele Moyake. A trajetória do grupo foi curta, mas, ainda assim, pioneira. Em 1964, devido às situações políticas da África do Sul e problemas sociais do Apartheid, esses músicos não tiveram escolha a não ser fugir para outros paises. Chris McGregor e seus companheiros escolheram a Inglaterra para ficarem na condição de expatriados: até porque se tratava de um país de língua inglesa, onde teriam fácil adaptação. Eles não só se adaptaram rápido às condições locais da Inglaterra como também formaram, em pouco tempo, uma grande soma com os músicos ingleses que tinham em comum o gosto pelas explorações sonoras do Free Jazz europeu que acabara de eclodir como a grande tendência em países como Itália, Alemanha e França, principalmente. Chris McGregor , o pianista recém-chegado, foi quem capitaneou esse encontro com os músicos inlgeses - todos pioneiros do movimento “free improvisation inglês – com seus companheiros sul-africanos: assim, Chris McGregor formou a Brotherhood of Breath, uma das mais importantes orquestras de Livre Improvisação da Europa, mais ou menos nos mesmos moldes da Globe Unity Orchestra de Alexander von Schlippenbach e de outras orquestras recém-formadas que iniciariam a grande febre da livre improvisação a partir do final da década de 60 para o início da década de 70. Entre os integrantes dessa importantíssima orquestra estavam Harry Beckett , Mark Charig, Nick Evans, Mongezi Feza, Malcolm Griffiths, Chris McGregor, Harry Miller, Louis Moholo, Mike Osborne, Evan Parker , Dudu Pukwana e Gary Windo

Após trabalhar com Chris McGregor, Dudu Pukwana formaria outros grupos como o Agassai, um grupo que unia as influências do rock inglês com as influências africanas: sendo rotulado, portanto, como um grupo de Afro-Rock. Após esse, Pukwana ainda formou e liderou o grupo Spear com o qual gravou dois grandes álbuns, sendo um deles este In The Townships de 1973: o disco traz claras influências africanas, além do Jazz e Funk, um belo exemplo das miscigenações sonoras ocorridas na década de 70. Este, talvez, é um dos mais interessantes discos nessa linha de Afro-Jazz, depois de várias trilhas serem abertas, anos anteriores, pelos ícones que foram responsáveis pelas primeiras explorações sonoras e miscigenações do Jazz com outras músicas e de outras músicas com o Jazz como Yusef Lateef, Ornette Coleman, John Coltrane, Pharoah Sanders, Fela Kuti e até Miles Davis. Gravado em 1973 e lançado em 1974, este disco já ganhou diversas reedições através do seu selo original Virgin e de outros como Atlantic, Earthworks e Caroline. Segue a ficha técnica:

Dudu Pukwana


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1 Baloyi (5:18)
2 Ezilalni (6:43)
3 Zukude (5:43)
4 Sonia (3:28)
5 Angel Nemali (6:04)
6 Nobomyu (4:00)
7 Sekela Khuluma (4:14)

Bass - Harry Miller
Drums - Louis Moholo
Keyboards, Percussion, Saxophone [Alto], Vocals - Dudu Pukwana
Saxophone [Tenor], Percussion, Vocals - Bizo Mngqikana
Trumpet, Percussion, Vocals - Mongezi Feza


Djelika - Toumani Diabate 1995

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É impressionante como a cultura - especialmente a música - supera e transpassa as barreiras sociais e geográficas e liga os povos, fezendo-os esquecer, muitas vezes, dos preconceitos e as questões socio-politico-econômicas que os diferem. E Malí, pequeno país desértico da África, é um desses representantes de riqueza musical, em contrapartida da grande pobreza econômica. Nomes como Selif Keita, Ali Farka Touré e Toumani Diabate levam o nome e a música de Malí aos confins do mundo todo, colocando o país no mapa da música criativa.

Toumani Diabate é um respeitado mestre da Kora, instrumento de cordas africano. Diabate já tocou e gravou, inclusive, com músicos de Jazz como, por exemplo, o trombonista e veterano do Free Jazz Roswell Rudd, entre outras participações. Inicialmente, Diabate começou sua carreira gravando o álbum Kaira em 1988 na Inglaterra. Ainda na Europa colaborou com o grupo de flamenco Ketama e lançou, com o seu grupo Songhai os homônimos Songhai I e Songhai II, em 1989 e 1992 respectivamente. Em 1995, já aclamado como um dos maiores nomes da World Music africana, Toumani Diabate lança esse disco Djelika, um aclamado registro com a participação de outros dois grandes músicos de Mali: Keletigui Diabate no bailofone e Basekou Kouyate no banjo denominado Ngoni. O notável contrabaixo que se pode ouvir nessa gravação é o inglês Danny Thompson.



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1. Djelika
2. Mankoman Djan
3. Cheick Oumar Bah
4. Marielle
5. Kandjoura
6. Aminata Santoro
7. Tony VanDer
8. Sankoun Djabi

Ninguém Anda Sozinho - Chau do Pife

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Seguindo com série de registros que enriquecem o nosso cantinho de música popular brasileira e world music, trago-voz o disco Ninguém Anda Sozinho de Chau do Pife, um artista popular de Alagoas, Nordeste, muito venerado pela sua destreza com o pife, espécie de flauta de taboca; no caso de Chau, o pife é de alumínio. Imagine um grande instrumental de forró com solos interessantes de pife e sanfona: é o que contém esse disco. Clique nas imagens para para saber mais, para ler o encarte do disco.

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Cultura de Alagoas

Brazilian Scenes - Wagner Tiso & Salif Keita 2003

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Mais um excelente disco de Wagner Tiso, este lançado em 2003 com a colaboração de Salif Keita, peculiaríssimo músico do Mali, país subsaariano da África. Wagner Tiso é, assim como Milton Nascimento, um dos mais importantes músicos de Minas Gerais. Wagner Tiso é, sem dúvida, um dos mais importantes músicos, maestros e compositor da história da Música Instrumental Brasileira. Aqui em Brazilian Scenes Wagner Tiso traz uma farofa com petiscos e temperos brasileiros, africanos, bem como pitadas da música islâmica tão característica nos trabalhos de Salif Keita. Tem ainda o grande saxofonista e clarinetista Paulo Moura deixando a sua marca, bem como colaborações de uma troupe de outros músicos brasileiros e internacionais como Léo Gandelman, Mingo Araújo, Suso Saiz e etc.

Salif Keita, por sua vez, é um dos músicos mais inusitados da África: além de ser descendente direto do Rei Sundiata Keita, fundador do Império de Mali, Salif é albino, o que contribui para que sua figura seja no mínimo tida como intrigante. Além do que, a música de Salif Keita, por si só, traz uma interessante mistura de música pop, música islâmica, jazz, a música de Mali e afins. Com uma voz potente e peculiar, com o uso de sintetizadores e teclados, o uso de instrumentos africanos como o djembe, bailofone, kora e tambores, Salif Keita cria uma das músicas mais inusitadas da World Music africana. Este é um disco para se ter em material palpável, portanto o melhor é comprar o CD. Pra quem quiser apenas baixar, acesse o buscador Captain Crawn.


Baobab
Madrid (Estacao Madriz)
Western Romance (Romance Ocidental)
Roots. Pt. 1 (Raiz, Pt. 1)
Ketan
Planet Amazon (Planeta Amazonas)
Brazilian Scenes (Cenas Brasileiras)
Roots, Pt. 2 (Rais, Pt. 2)
Totem
Soundtrack (Banda Sonora)
Roots, Pt. 3 (Raiz, Pt. 3)
Baobab (Short Version)
Madrid [Short Version]

André Sperling - Drums
Cássia Eller - Vocals
Jamil Joanes - Bass
Joana Goldoni Tiso - Vocals
Jurim Moreira - Drums
Leo Gandelman Sax - soprano and alto saxophone
Marcella Succar - Vocals
Marcos DaSilva - Gatham, Tabla
Mingo Araujo - Percussion
Nico Assumpção - Bass
Paulo Moura Sax - Alto saxohone, Clarinet
Renato Basseres Zarvos - Vocals
Ricardo Silveira - Guitar
Rodrigo Sack - Vocals
Salif Keita - Vocals, Guest Appearance
Sidinho Moreira - Percussion
Suso Saiz - Programming, E-Bow, Keyboards, Producer
Tino Di Geraldo - Handclapping, Percussion, Jaleos
Vicente Amigo - Handclapping, Flamenco Guitar, Chant, Jaleos
Wagner Tiso - Keyboard Programming, Piano, Keyboards, Producer, Musical Direction, Arranger, Vocals


O Coco Nordestino por Jackson do Pandeiro e Antonio Nóbrega

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Este post visa trazer informações sobre um dos rítmos que podem até ser caracterizados como sendo estéticas da Word Music, mas não se trata de alguma música étnica da Africa ou de outro lugar do mundo afora, mas sim do nosso país: o Coco e o Frevo nordestino. Primeiro deixo um disco daquele que foi considerado o maior ritimista da música Nordestina:


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Jackson do Pandeiro nasceu na Paraíba e cresceu em Pernambuco observando os violeiros nas feiras e as rodas de Coco, um rítmo que é um dos subgêneros do Forró Nordestino e, ainda hoje, é a grande herança cultural dos povos antigos de Alagoas e Pernanbumco. Devido a sua paixão por filmes de faroreste americano que via nos cinemas da época, ele adotou o pseudônimo de Jackson do Pandeiro, inspirado no mocinho Jack Perry. Apesar de ser muito popular em Pernambuco já no final dos anos 40, de ser um mestre do repente e ser considerado um cantor de grande voz, Jackson demorou pra lançar seu primeiro disco: em 1953 lançou seu primeiro grande sucesso, "Sebastiana", canção de Rosil Cavalcanti. Logo após esse sucesso Jackson passou colecionar sucessos com boas vendagens e passou a trabalhar nas rádios de Pernambuco, onde divulgou o Coco para todo o Brasil, alcançando sucesso até mesmo no Rio de Janeiro, onde era considerado pelos músicos um inovador da música brasileira. Com o sucesso Jackson do Pandeiro muda-se para o Rio e passa a trabalhar na Rádio Nacional, onde mostrou toda a sua versatilidade e o poder da sua voz, transitando por vários rítmos brasileiros como o baião, o coco, o samba e até mesmo o jazz, já que devido sua experiências em cabarés pode assimilar um pouco do gênero. Essa versatilidade assustavam a todos os seus contemporâneos que, após um período, passaram a considerar uma grande verdade: Jackson do Pandeiro não só estava para o Coco como Luiz Gonzaga estava para o baião, mas foi o pioneiro por fundir a música nordestina com o samba, foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da nossa música popular, trazendo a música nordestina à tona como nenhum outro em sua época, chegando a influenciar até a Música Instrumental Brasileira através de, por exemplo, Sivuca e o grande Hermeto Pascoal que, inclusive, compôs o tema Viva Jackson do Pandeiro, gravado em 1999 no disco Eu e Eles. Por transitar por vários rítmos e ser um mestre do Coco, Jackson do Pandeiro foi apelidade de O Rei do Rítmo.

Documentário sobre o Coco Nordestino por Antonio Nóbrega

Infelizmente hoje não temos mais artistas nordestinos como Jackson do Pandeiro. Mas temos grandes artistas como Antonio Nóbrega, que é considerado um dos nomes mais importantes da cultura nordestina e um dos maioires propagadores e pesquisadores da mesma. Além de tocar violino desde a infância (chegando a tocar com grandes orquestras nordestinas), Antonio Nóbrega é um mestre do espetáculo, fundindo música com teatro e dança numa concepção totalmente própria. Um dos seus primeiros grandes projetos foi o Quinteto Armorial no final dos anos 60: convidado pelo fomentador cultural e escritor Ariano Suassuna, Antonio Nóbrega ajudou esse grande quinteto a propagar a música nordestina numa concepção de música de câmera erudita, chegando a excursionar por vários estados brasileiros e até ao exterior. Com o Quinteto Armorial, Antonio Nóbrega gravou quatro discos e passou a ser o maior expoente do Movimento Armorial desencadeado por Suassuna: tal movimento é uma grande proposta e iniciativa artística que visa trabalhar várias fusões partindo da fusão da música erudita com as sonoridades e rítmos nordestinos, até a valorização da literatura de cordel, dos conjuntos de pifes, do Coco, do Frevo e das artes e espetáculos. Antonio Nóbrega já obteve vários prêmios nacionais e internacionais e é considerado um dos grandes nomes da música e do teatro brasileiro: em 1983 ajudou a formar o Departamento de Artes Corporais da Unicamp em São Paulo e apartir da década de 90 passou a ser amplamente reconhecido através de espetáculos como "Figural", "Brincante", "Segundas Histórias", dentre outros. Enfim, graças a nomes como Ariano Suassuna, Antonio Nóbrega e o maestro Spok é que a cultura nordestina não só se mantém viva, mas é apreciada mundo afora. Baixe, abaixo, o disco Na pancada do Ganzá.

Jazz Europeu: Hamburg Concert - Moscow Art Trio 1996

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Mikhail Aalperin - piano, escaleta
Arkady Shilkloper - trompa, flugelhorn e etc
Sergey Starostin - vocal, clarinete e etc


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É impressionante como o Jazz, o eterno pregador da liberdade da improvisação, levou, nessas últimas décadas, um surto de criatividade para a maioria dos artistas de música criativa e experimental ao redor do mundo. Aliás, para resumir, eu diria que o Jazz é visto e entendido por muitos como um sinônimo genérico e quase-único para denominar todo e qualquer estilo de música improvisada, o que não é coerente nem do ponto de vista da rotulagem mercadológica nem sob o ponto de vista idiomático e cultural. Bom, a verdade é que através de Ornette Coleman, Cecil Taylor, Yusef Lateef e Pharoah Sanders, o Jazz passou a ser amplamente receptivo, no sentido de que várias outras músicas, várias outras técnicas e várias outras culturas (muitas delas étnicas, inclusive) foram sendo acopladas, foram sendo fundidas: Cecil Taylor expandiu a atonalidade, Ornette criou uma revolução no seu clássico Free Jazz ao impor uma proposta com dois quartetos improvisando livremente, Yusef Lateef inseriu instrumentos e características da música oriental no jazz , John Coltrane e Pharoah Sanders não só expandiram a idéia como a elevaram para um caracter místico- espiritual. Ou seja, naquela época, na década de 60, as técnicas da vanguarda européia (originalmente da música erudita contemporânea) e as sonoridades exóticas da chamada World Music, influenciaram o Jazz nos EUA e esse, uma vez que já estava configurado como uma estética de vanguada, passou a influenciar, posteriormente, as culturas dos próprios territórios de onde vieram as primeiras características que o mudara inicialmente. Porém, o Jazz - já configurado como vanguarda e sob o viés da liberdade improvisativa - exerceu uma influência ainda maior sobre a música, as técnicas e as escolas dos territórios europeus, apesar de que experiências com outros elementos como a eletrônica e o noise culminaram em transformações tão radicais que, pelas impressões, podia se ver e ouvir que eram quase destituídas de autenticidade e características jazzísticas, já que esses músicos, por não serem americanos e, lógicamente, não terem o sentimento de preservar a cultura do Jazz e suas tradições, acabaram por inventar novos idiomas de música improvisada, seguindo apenas as idéias de liberdade impostas por Ornette Coleman, o que também fez com que esses mesmos músicos abolissem o rigor formal da música erudita, os quais tinham aprendido nas universidades e conservatórios. Por esse exame até podemos dizer que o motivo pelo qual muitos músicos e críticos ainda rotulam errôneamente essas novas estéticas como sendo estilos de Jazz, é não só pelo fato delas terem surgido da idéia de Livre Improvisação de Ornette Coleman, mas também para agaranhar a mesma elegância, a mesma sofisticação e a mesma reputação com a qual o Jazz se impôs como música criativa e como arte do homem moderno. Daí surge a dúvida histórica: a Música Improvisada Européia é Jazz, Música Erudita Contemporânea ou é um novo idioma da pós-modernidade que originou desses anteriores?
Toda essa introdução é para nos fazer entender esses intercâmbios entre o Jazz americano e a Música Erudita de Vaguarda na Europa. Assim, nós também compreendemos um pouco das tendências e dos estilos da música criativa atual, apesar de que essa dúvida nunca nos permite saber qual é o foco estilístico das vanguardas. No entanto, pouco nos importa as estéticas quando presenciamos um grupo, uma banda ou um músico que, justamente por seu desapego às formalidades, cria e compõe formas de músicas tão enriquecedoras e tão elaboradas quanto às músicas criadas por artistas que partem de formaliddades e padrões. E é por esse e outros aspectos que o Moscow Art Trio é um dos grupos mais espetacular e mais criativo a surgir na década de 90.


O Moscow Art Trio surgiu das ambições do pianista ucraniano Mikhail Alperin, um músico com ascedência jazzística mas com idéias de abrir o leque para abranger outras músicas. A este pianista juntou-se o trompetista russo Arkady Shilkloper, músico que antes já tinha acumulado experiência no ramo da música erudita sendo membro do Bolshoi Theatre, do "Bolshoi Brass Quintet" e da Orquestra Filarmônica de Moscow. Com o colapso da antiga União Soviética em 1990, Arkady passou a ter mais liberdade de seguir suas ambições, desenvolvendo trabalhos independentes que abrageram atuações com músicos da música improvisada européia como Louis Sclavis e atuações com a grande Viena Art Ochestra. Em 1991 Mikhail e Arkady montaram um duo que logo foi acrescentado pelo vocalista e soprador Sergey Starostin, um músico russo fascinado pela música popular e pelo folclore de seu país. Assim, formou-se um dos maiores combos da nova música moderna: juntaram-se as influências, a fluência e conhecimento jazzístico de Mikhail Alperin, a sensibilidade e técnica erudita de Arkady Shilkloper e o gosto pelo folclore de Sergey Starostin. O projeto foi certeiro, obtendo um grande sucesso regado à interação de Jazz, Música Erudita e World Music, colocando o grupo nos altares da crítica especializada. Dentro das concepções do trio há o uso da livre improvisação, o uso do minimalismo, o uso do foclore, o uso das interações camerísticas da música erudita e, o que é tão interessante quanto honesto da parte do grupo é que ele procura mostrar que as derivações do jazz - como o swing, o blues, boogie-oogie, dentre outras - também se fazem presentes no processo de criação musical. Mas ainda não pára aí o leque de rítmos e sonoridades trabalhadas pelo grupo: eles, movidos pela diversidade cultural proporcionada pelas expansões políticas da ex URSS, também incorporaram muito da música moldaviana, tcheca, chinesa, búlgara e escandinávia. Hoje o grupo é um sucesso unânime tanto na Rússia como na Noruega ou em qualquer país da Europa. O Moscow Art Trio é um grupo experimentalista e versátil que soube criar uma nova estética de música partindo do Jazz, da Word Music, Música Erudita Contemporânea e do Avant-Garde Europeu, sem que para isso sufocasse as tradições com parafernálias eletrônicas ou com aquele aspecto serial e cerebral que, de tão exarcebados que são, acabam sendo um mero experimento sonoro, um mero barulho. Quando se fala em Moscow Art Trio, trata-se, ao contrário, do uso bem elaborado e requintado da experimentação, onde o sucesso só pode ser a boa música. Nesse caso, para nada serve a diferenciação, a rotulagem e classificação de estilos, pois trata-se de um combo inclassificável e dentro dos moldes da boa música pós-moderna. O Moscow Art Trio tem seus discos gravados pelo selo Jaro

Bukra & Al Jadida - Rabih Abou-Khalil

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Saiba mais sobre Rabih Abou-Khalil/ English Version
Bukra (1988)

Rabih Abou-Khalil - oud
Glen Velez - vocals, frame drums, percussion
Sonny Fortune - alto saxophone
Glen Moore - bass
Ramesh Shotham (South Indian drums, percussion).


Saiba mais sobre Rabih Abou-Khalil/ English VersionAs tradições musicais do mundo árabe são fundidas magistralmente com a improvisação do jazz e técnicas classicas européias pelo músico e compositor libanês Rabih Abou-Khalil. Os críticos e estudiosos relatam que Abou-Khalil “procurou consistentemente criar uma ponte entre a milenar música árabe e o mundo musical mais moderno e universal de hoje em dia.” Ainda elogiaram a música de Abou-Khalil como “um estilo original que mostra ao mundo, com sucesso, a música e o jazz árabe feito no oriente médio .” Embora aprendesse tocar o oud quando ainda era um jovem, Abou-Khalil se dedicou temporariamente à flauta classica, que estudou no Academia de Música de Munique, Alemanha, durante a guerra civil libanesa em 1978. Em uma tentativa de explorar maneiras novas de tocar a música árabe, retornou ao oud e começou a incorporar as técnicas usadas mais frequentemente na guitarra jazzística. No anos 90, Abou-Khalil comissionado pela rádio Southwest German escreveu duas peças que foram executadas com o Quarteto de Cordas Kronos no Stuttgart Jazz Summit em 1992, e gravado com o Quarteto de Belanescu quatro anos mais tarde. Já com a carreira de instrumentista iniciada, Abou-Khalil trabalharia com uma mistura de música árabe, indiana, e com músicos americanos do jazz. Nestes álbums, Bukra (1988) e Al Jadida (1991), Rabih chamou o saxofonista alto Sonny Fortune, o baterista Glen Valez, percussionista e tocador de congas Milton Cardona, o acordionista Howard Levydo e os contrabaixistas Glen Moore e Steve Swallow, além dos percusionistas indianos Nabil Khaiat e Ramesh Shotham.  Ambos os álbuns exploram, com grande maestria, a intersecção com o improviso jazzístico e as técnicas percussivas e instrumentais da música árabe e indiana. Caso você queira baixar os álbums indicados, acesse o buscador Captain Crawn.


Al Jadida (1991)

Sonny Fortune - Sax (Alto)
Glen Moore - Bass
Rabih Abou-Khalil - Oud, Producer, Artwork
Nabil Khaiat - Percussion, Drums
Ramesh Shotham - Percussion, South Indian Drums

Outros Excelentes Sites Informativos (mais sites nas páginas de mídia e links)