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O Cinema Francês e o Jazz

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Miles Davis e Jeanne Moreau - Clique aqui para baixar a tilha do filme Ascensor para o Cadafalso!
Cinema, a sétima maravilha no mundo das artes! Ou melhor: cinema com jazz, uma combinação perfeita que, para um jazzófilo, vai além do entretenimento ou da distração! Em se tratando apenas de cinema – independente de ter jazz na trilha ou não – é impossível não citar o protagonismo da influência americana: partindo dos mudos de Charles Chaplin, passando pelo noir de Orson Welles, os suspenses de Alfred Hitchcock... enfim, até chegarmos aos mais “ecléticos” e “comerciais” como Brian De Palma, Robert Altman, David Lynch, Stanley Kubrick, Martin Scorcese, Steven Spielberg, Clint Eastwood...também gosto muito dos dramas de Woody Allen (onde a neurose e comédia são trabalhadas com extrema inteligência) e também adoro os filmes de Tim Burton, um mestre da fantasia e dos contos sombrios (uma espécie de Edgar Allan Poe do cinema, convenhamos). Contudo, quando se trata de “estudar cinema” – e não estou falando no estudo de âmbito acadêmico, mas sim das descompromissadas reflexões e observâncias que todo cinéfilo tem o direito e prazer de fazê-las –, me parece que não há nada mais conceitual e instigante do que o cinema europeu – especialmente o francês e o italiano. Isto é, a despeito das grandes produções hollywoodianas – que algumas vezes são ricas de recursos e efeitos, mas pobres em conceito artístico – o que me encanta no cinema europeu, por exemplo, são as produções baratas que, justamente por não terem tido riqueza de artifícios tecnológicos, inovaram na técnica de filmagem, na fotografia e no conceito com o qual se trabalhou as angústias, os anseios e os pecados humanos.

Em se tratando da compatibilidade do cinema com o jazz, o cinema europeu não chega a ser sonoricamente tão inundado quanto o cinema americano – até porque os EUA, é óbvio, sempre foi o berço e a casa desse gênero musical que, por sinal, se entralaçou com o cinema e cartoon desde o início da era do swing e dos primeiros filmes falados, já no final dos anos 20: tanto que, não por acaso, a primeira produção do cinema falado foi um filme sobre jazz chamado The Jazz Singer (1927), com o cantor e ator Al Johnson. Mas o cinema francês, por exemplo, é um enorme celeiro de produções interessantes onde vários solos de jazz – do bebop ao avant-garde – já apareceram como trilhas frequentes de filmes que, já de imediato ou posteriormente, passaram a ser considerados cults e clássicos eternos do cinema europeu. Se além de gostar de jazz, você também preza por um cinema mais artístico, cheio de indagações, polêmicas e reflexões, o melhor é que, em alguns casos , a trilha jazzistica lhe surgirá apenas como um “tempeiro a mais” em filmes que, conceitualmentes, já são por si só instigantes, reflexivos e até transgressores: como alguns filmes do cineasta Louis Malle, por exemplo. Quem ainda não assistiu Um sopro no Coração (1971), onde o new orleans jazz de Sidney Bechet e o bebop estonteante de Dizzy Gillespie e Charlie Parker fazem fundo para uma temática deveras polêmica: que é o incesto entre mãe e filho? Poizé, Um sopro no Coração, assim como o cool Ascensor para o cadafalso(1958), que tem a trilha assinada por Miles Davis, foi dirigido pelo invetarado Louis Malle, diretor que viveu à margem do movimento Nouvelle Vague.



baixe aqui mesmo a trilha deste filme: com Dexter Gordon
Mas não foram só as composições de Dizzy Gillespie, Charlie Parker e Miles Davis que deram vida à filmes franceses. O hard bop espirituoso do baterista Art Blakey – com seu quinteto Jazz Messengers – também foi encomendado pelo excelente diretor Roger Vadim – outro expoente da Nouvelle Vague – para dar cor ao filme As Ligações Amorosas (1959), uma adaptação moderna do romance 'Les Liaisons dangereuses', publicado em 1782 pelo escritor Choderlos de Laclos. Já em "Round Midnight: Por Volta da Meia-Noite" (1978), dirigido por Bertrand Tavernier e com trilha sonora assinada por Herbie Hancock, o bebopper Dexter Gordon aparece não só como músico, mas como o ator principal num drama ambientado no início da década de 50, época do bebop e cool jazz. A história, escrita pelo escritor francês Francis Paudras, é inspirada nas vidas dramáticas do saxtenorista Lester Young e do pianista Bud Powell – lembrando que Paudras fora amigo e protetor do pianista Bud Powell em seus tristes dias de exílio em Paris. Enfim, Round Midnight se tornou, de imediato, o maior clássico do cinema mundial inspirado totalmente no Jazz – sem contar que Dexter Gordon foi nomeado o Oscar de Melhor Ator e Herbie Hancock ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original.

ouça a faixa principal do filme de Roger Vadim aqui mesmo no Farofa Modernaclique aqui e assista clipe do filme e da banda Art Ensemble of Chicago

Igualmente interessante é o uso do jazz de aspecto mais vanguardista em alguns filmes franceses. Em Un Eté Sauvage (1970), o cineasta Marcel Camus – que em 1959 já havia filmado Orfeu Negro, inspirado na peça de teatro Orfeu da Conceição de Vinicius de Moraes ( e com música de Tom Jobim) – escalou o altoísta Marion Brown para compor uma trilha sonora que fizesse jus ao título e à história de um garçom que vive entre o mundo dos hippies e artistas de ruas e o mundo de ricos e poderosos, já que ele é seduzido por uma típica madame rica para fomentar os desejos do marido voyeurista – daí que o free jazz de Marion Brown, gravado para esse filme e lançado em disco sob o título de Le Temps Fou, chega a ter uma roupagem um tanto “psicodélica”, ainda que, afora o piano elétrico, os instrumentos usados sejam todos acústicos. Já para Les Stances à Sophie (1970), o diretor israelense Moshé Mizrahi encomenda a trilha aos músicos do magnífico Art Ensemble of Chicago e à cantora de soul Fontella Bass, na época esposa do trompetista Lester Bowie. Les Stances à Sophie, apesar de dirigido por um israelense, é também um filme cult que representa a Nouvelle Vague, já que o próprio Mizrahi, além de radicado na França na época, também era antenado com a estética desse movimento. A propósito, LP, CD e DVD foram reeditados e relançados recentemente pela gravadora Soul Jazz Records: o disco Les Stances à Sophie do Art Ensemble of Chicaco é considerado um clássico da segunda fase do free jazz por sua notável distinção, a qual consiste numa pegada mais soul e funk ascrecentada ao som vanguardista da banda, além de pitadas da influência parisiense – lembrando, aliás, que nessa época não só Lester Bowie e seus companheiros do Art Ensemble of Chicago estavam “exilados” na França, mas vários outros músicos do free jazz norte-americano tais como Cecil Taylor, Steve Lacy, Archie Shepp e Ornette Coleman saíram dos EUA para explorar o mercado europeu, onde eles tinham, de fato, espaços para apresentar um som mais puramente artístico e experimentalista.

Roger VadimEntão, aí estão algumas dicas resultadas da minha apreciação ao cinema francês: Louis Malle, Roger Vadim, Bertrand Tavernier, Marcel Camus e Moshé Mizrahi só foram alguns, dentre tantos, diretores que usaram o jazz como trilha de seus filmes. Para quem ainda não está familiarizado com esse tipo de cinema, imagine a combinação das rústicas paisagens das vilas parisienses e seus velhos prédios barrocos, seus “club du jazz” ou suas lojas de discos com as paisagens mais românticas de jardins, parques, obras de arte e hotéis de luxo, além de um toque puro de lirismo, moralismo e romantismo em conflito com a podridão pecaminosa escondida entre os finos vestidos e paletós da alta burguesia, bem como os lampejos de movimentos sociais, artísticos e filosóficos tais como o feminismo, e a liberação sexual de uma juventude rebelde e, então, dá pra se ter mais ou menos a noção do clima nostálgico e realista de tais filmes – especialmente em filmes que caracterizaram a nouvelle vague dos anos 60 e 70, movimento contestatório da burguesia e dos valores morais levado a cabo por um grupo jovens cineastas – dentre os quais Louis Malle, Roger Vadim e Marcel Camus – que obviamente não tinham muita grana nem tantos incentivos financeiros pra realizar suas filmagens.



Não por acaso, em 1968 os jovens franceses protagonizaram uma das maiores revoluções culturais que o mundo já documentou: a Revolução de 1968 concretizou a liberdade de expressão de uma juventude que desde meados dos anos 50, com o advento do rock’n’roll americano, já vinha aspirando ter uma maior participação da sociedade; mas muito mais do que isso, a Revolução de 1968 foi uma revolução repentina e globalizada que, já de início, passou a ser um marco, um ponto de partida para outros movimentos, acontecimentos e transformações sociais como os movimentos ecologistas, a efetiva explosão do feminismo, o surgimento organizações não-governamentais (ONGs), os protestos sociais em defesa das minorias e dos direitos humanos, bem como os protestos contra as políticas da Guerra Fria, contra guerras regionais e ocupações colonialistas (como a Guerra do Vietnam, por exemplo). Aliás, a Revolução de 1968 não só chegou a ser entendida como uma extensão dos movimentos sociais americanos da década de 60 – dentre as quais a luta de Martin Luther King em favor dos direitos civis dos negros e os protestos contra a Guerra do Vietnã – como também influenciaria, de volta, os movimentos ocorridos nos EUA e no resto do mundo a partir daquela data. E o jazz, assim como o rock’n’roll e o cinema, foram elementos artísticos essenciais para a formação do novo pensamento de mundo instaurado por aquela nova juventude. Clique nas imagens para acessar mais informação e/ou até baixar as trilhas aqui mesmo no Blog Farofa Moderna.



Charlie "Bird" Parker, o filme (1988)!

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Eis aqui a trilha da cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos jazzman na historia do jazz. Suas inovações e sua vida um legado tão profundo que até hoje os jovens tentam redescobrir sua arte. Apaixonado por jazz, o diretor e produtor Clint Eastwood fez uma apaixonante homenagem ao genial criador do Bebop. Clint pesquisou e recheou a magnífica trilha sonora do filme com os solos dos discos originais de Parker, mostranto um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (de 1920 a 1955), o que acabou redendo-lhe um Globo de Ouro de Melhor diretor por esta excitante história de inovação e sofrimento. Nas mãos de Eastwood, Bird vive formidavelmente. O filme começa focando o jovem e o seu amor pelo jazz. Mostra Parker iniciando sua carreira e a dificuldade que ele encontrava para levar sua música além da fronteira dos bares de músicos negros. Forest Whitaker no papel-título deixa claro o apaixonante facinio que Bird tinha pela musica.A atriz Diane Verona encena de forma magistral como sua esposa, Chan "Parker" Richardson, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. A trilha sonora conta ainda com músicos do quilate de Monty Alexander, Barry Harris e Walter Davis Junior (piano), Ray Brown, Chuck Berghofer e Ron Carter (contrabaixo), John Guerin (bateria), Charles McPherson (sax alto); Jon Fadis e Red Rodney (trompete) e Charlie Shoemake (vivrafone). Este filme foi escrito por Joel Oliansky e produzido por Clint Eastwood e David Valdes. Para os amantes do jazz este filme exige uma parada obrigatoria e frente à tela da tv, pela quase fiel cinebiografia da vida de Perker.


Elenco:
Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker)
Diane Venora (Sra. Chan Parker Richardson)
Michael Zelniker (Red Rodney)
Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie)
Keith David (Buster Franklin)
Michael McGuire (Brewster)
James Handy (Esteves)
Damon Whitaker (Jovem Bird)

01 - Lester Meaps In
02 - I Can't Belive That You're In Love With Me
03 - Laura
04 - All Of Me
05 - This Time The Dream's On Me
06 - Ko Ko
07 - Cool Blues
08 - April In Paris
09 - Now's The Time
10 - Ornithology
11 - Parker's Mood

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Theme Music From "The James Dean Story" - Chet Baker & Bud Shank 1957

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James Byron Dean (James Dean 1931-1955) em alguns círculos, foi o epítome do Cool. Seu "viver rápido e morrer jovem" traduziu uma rebeldia palpável para uma geração fervilhada de grande influencia. Passou pela existência em brancas nuvens, deixando um legado que a muito aspira novos debutes sem êxito ou primazia. Assim como Dean, o trompetista Chet Baker também foi símbolo de arrefecer. Assim faz todo o sentido que o trompete de Baker agridoce fosse escolhido para desempenhar um papel importante na música para o filme-documentário A História de James Dean, em 1956. Este álbum de Chet Baker foi e é algo diferente do que apenas mais uma outra gravação dentro da sua discografia. Certamente que não me refiro a essa como sendo uma das mais valiosas sessões gravadas por Chet. Mas este álbum é mais um esforço coletivo de extraordinária delicadeza do que apenas um grupo de músicos reunidos para tocar com Chet, alguns ao longo das datas. É puro West Coast Jazz do mais alto calibre com todas as coisas preciosas que eram relevantes para cada um dos musicos deste estilo: a fluência entre o Cool e o Bebop. Quer dizer, não há aquele swing exarcebado, mas é adocicado. Não é apenas um conjunto de temas com sopros ligeiros visto nas corriqueiras sessões dos beboppers de outrora, mas é algo mais elaborado. Assim, sendo uma trilha sonora para o documentário sobre a vida de James Dean, segue-se uma espécie de conceito e os fluxos da música tenta-nos dizer a história dos diferentes momentos da vida do homem do “topete hollywoondiano” que era. A lista de músicos é absolutamente incrivel: Monty Budwig, Mel Lewis, Claude Williamson, Don Fagerquist, Charlie Mariano, Bud Shank, Pepper Adams e assim por diante, com uma simetria entre os instrumentos que deixa claro como as idéias e as aspirações são bem divididas. A modalidade do arranjo fica a cargo de dois dos maiores arranjadores da época, Johnny Mandel e Bill Holman. O ano é 1956 e a produção ficou a cargo de Richard Bock e Woody Woodward.
O filme (veja no Youtube), dirigido por Robert Altman e George W. George, fornece uma visão espacional de uma brilhante presença cada vez mais poderoso de James Dean e sua irreverência como ator e ser humano que era. Rodado após a sua morte e narrado por Martin Gabel, este filme apresenta uma colagem de clipes do cinema e da televisão, como entrevistas com seus familiares e amigos, bem como ainda fotos de toda a sua breve, mas intensa e lendária vida. Uma autentica prévia do Smooth Jazz da época, esse Cool Jazz pela Pacific Jazz Records. Gravado em Los Angeles em 8 de novembro de 1956. As faixas 3, 7 e 11 são mono.

Nota: O menor canal esquerdo drop-outs nas faixas 2 e 10 estão em fitas master originais. Reeditado em 2000. James Dean era filho único, seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron. Filho de Wilton Dean um protético e metodista fazendeiro de Mildred Dean.

01 - Jimmy's Theme
02 - The Search
03 - Lost Love
04 - People
05 - The Movie Star
06 - Fairmont, Indiana
07 - Rebel at Work
08 - Success and Then What?
09 - Let Me Be Loved
10 - Hollywood
11 - Let Me Be Loved (Vocal Version)


Chet Baker - Trompete e Vocais
Monty Budwig - Baixo Acustico
Mel Lewis - Bateria
Claude Williamson - Piano
Don Fagerquist - Trompete (1, 2, 4,6, 8,11)
Ray Linn - Trompete (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Milt Bernhart - Trombone (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Charlie Mariano - Sax. Alto (1, 2, 4, 6, 8,11)
Bud Shank - Sax. Alto & Flauta (1, 6, 8, 11)
Richie Seward - Sax. Alto
Bill Holman - Sax.Tenor (1, 2, 4,11)
Richie Kamuca - Sax. Tenor (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Pepper Adams - Sax. Barito (1, 2, 4, 6, 8,11)
Mike Pacheco - Percurssão (1, 2, 4 , 6, 8,11)

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Oliver Nelson - Discografia

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Oliver Edward Nelson (04 Junho de 1932 St. Louis - 28 de Outubro de 1975, Missouri). Saxofonista, Clarinista, Arranjador e Compositor Americano. O Início de sua vida e carreira, coicide com as viradas do mundo do jazz. Oliver Nelson como é conhecido no meu jazzistico vem de uma família de musicos: o irmão dele também era um saxofonista que tocou com Cootie Williams na década de 1940, e sua irmã cantou e tocou piano em varias banda. Nelson começou seus estudos de piano quando tinha seis e iniciou logo, deixou de lado e atacou o saxofone com onze anos. Desde 1947 ele tocou no "território" em torno de bandas de Saint Louis, antes de aderir à Louis Jordan big band de 1950 a 1951, tocando saxofone alto e organizando os musicos na falta do lider. Após o serviço militar como fuzileiro, retorna ao Missouri para estudar composição e teoria musical em Washington, Lincoln e Universidades, formando em 1958. Após a formatura, Nelson mudou-se para Nova York e tocando com Erskine Hawkins e Wild Bill Davis, e trabalhando como arranjador no Teatro Apollo no Harlem. Chegou a costa oeste com Louie Bellson big band em 1959, e no mesmo ano começou a gravar como líder com pequenos grupos. Entre 1960 e 1961 tocou sax, tenor com Quincy Jones, tanto nos os E.U.A. como em direção a Europa que o descobriu. Após seis álbuns como líder entre os anos 1959 e 1961 para a selo Prestige com a formação classica de músicos como: Kenny Dorham (grande parceiro de datas), Johnny Hammond Smith, Eric Dolphy, Roy Haynes, King Curtis e Jimmy Forrest, Nelson da um grande avanço e grava "A Blues" e "Abstract Truth", para a Impulse com a musica de trabalho "Stolen Moments", hoje considerada uma lenda. Isto fez de seu nome um compositor e arranjador de talento, passando a registar um grande número de álbuns, bem como trabalhos como arranjador para Cannonball Adderley, Sonny Rollins, Eddie Davis, Johnny Hodges, Wes Montgomery, Buddy Rich, Jimmy Smith, Billy Taylor, Stanley Turrentine, Irene Reid, Aníbal Vinhas entre muitos outros. Em 1967, Nelson mudou-se para Los Angeles e viajou com sua big-band para varios paises (Berlim, Montreux), visitando a África Ocidental, com um pequeno grupo. Escreveu varias musicas para a televisão (Ironside, Night Gallery, Columbo, The Six Million Dollar Man (O Homem de Seis Milhões de Dolares), The Bionic Woman (Mulher Bionica), e Longstreet) e filmes: 1969 - Death of a gunfighter - A morte de um pistoleiro, um faroeste para o diretor Alan Smithee e arranjos para Gato Barbieri's em 1972, Last Tango em Paris - Último Tango em Paris, com Marlon Brando em cena. Produziu e arranjou para varias estrelas do pop, como Nancy Wilson, James Brown, The Temptations, e Diana Ross. Oliver Nelson morreu de ataque cardíaco em 28 de Outubro de 1975, com 43 anos de idade sem se deixar levar pela procrastinação. Sua discografia se estende por vários nomes do mundo do jazz e sua criatividade, uma soberba admiração pelos fas que o admira e o chamava carinhosamente de Nelsinho.


Discografia:
1959 - Meet Oliver Nelson
1960 - Takin' Care of Business
1960 - Images
1960 - Screamin' the Blues
1960 - Nocturne
1960 - Soul Battle
1960 - Afro-American Sketches
1961 - Three Dimensions
1961 - The Blues and the Abstract Truth
1961 - Straight Ahead
1961 - Main Stem
1962 - Full Nelson
1962 - Impressions of Phaedra
1964 - Fantabulous
1964 - More Blues and the Abstract Truth Buy
1966 - Oliver Nelson Plays Michelle
1966 - Happenings
1966 - Leonard Feather Presents the Sound of Feeling
1966 - Sound Pieces
1967 - Musical Tribute to JFK: The Kennedy Dream
1967 - live from Los Angeles
1968 - Soulful Brass
1968 - And the Sound of Oliver Nelson
1969 - Black Brown and Beautiful
1970 - Black, Brown and Beautiful
1970 - Berlin Dialogue for Orchestra
1970 - Live in Berlin
1971 - Swiss Suite (Live)
1971 - Zigzag (Original Soundtrack)
1974 - Oily Rags
1975 - Skull Session
1975 - Stolen Moments
1976 - A Dream Deferred
1978 - Soulful Brass #2
1990 - Back Talk
1990 - Meet Oliver Nelson (EP)
1991 - Oliver Nelson, Vol. 2: Three Dimensions
1995 - Verve Jazz Masters 48
2000 - Les Incontournables
2005 - Zigzag/The Supercops (Original Soundtrack)
2006 - The Argo, Verve and Impulse Big Band Studio Sessions


Um fantastico album dessa fase criativa de Oliver é "Alfie" - (Como Conquistar As Mulheres) de 1966, num verdadeiro arranjo para a trilha original do filme adaptado de Bill Naughto na telona. Alfie (Michael Caine) é um charmoso conquistador que vive em Londres. Ele tem várias aventuras amorosas, pois sempre quer mais mulheres na sua "coleção". Ele as usa, pois não tem nenhum tipo de censura e pula de uma cama para outra sem nenhum remorso. Porém Alfie não é tão despreocupado ou indiferente como tenta passar para a audiência, para quem fala diretamente diversas vezes. Tentando ser livre como um pássaro, ele ignora quem realmente o ama e seu filho acaba sendo criado por outro homem. Somente após várias conquistas e vitórias dúbias ele começa a questionar sua vida.

No elenco: Michael Caine (Alfie), Shelley Winters (Ruby), Millicent Martin (Siddie). Julia Foster (Gilda), Jane Asher (Annie) e Shirley Anne Field (Carla).

01 - Alfie's Theme
02 - He's Younger Than You Are
03 - Street Runner With Child
04 - Transition Theme For Minor Blues Or Little Malcolm Loves His Dad
05 - On Impulse
06 - Alfie's Theme Differently


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Boa audição - Namastê.

Uma Colaboração do Blog Borboletas de Jade



Por Volta da Meia-Noite (Round Midnight) - Varios Artistas 1986

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Clique Aqui para comprar o DVDVarios filmes usaram o jazz como trilha sonora para visualizar uma época, uma historia ou mesmo uma biografia de um músico do genero. Essas produções são verdadeiras obras de arte e não deveriam ficar no anonimato como estão; e o espetacular Round Midnight "Por Volta da Meia-Noite" é um filme excelente que jamais peca sobre o assunto. Paris, 1959. Dentro do clube Blue Note, um veterano e talentoso músico de jazz extrai uma eloqüente melodia de seu sax tenor. Do lado de fora, um jovem parisiense decide acompanhar aquelas belas notas. Em breve, eles erguerão uma amizade que acenderá a centelha de genialidade final na carreira do músico. Por Volta da Meia-Noite, que rendeu um Oscar de Melhor Trilha Sonora a Herbie Hancock, é uma elegante ode ao bebop - estilo jazzístico surgido após a Segunda Guerra - e aos afro-americanos expatriados que o criaram, e o nutriram e viveram dele. O filme foi dirigido por Bertrand Tavernier e estrelado pelo grande tenor Dexter Gordon numa performance inesquecível, além de Francois Cluzet, Lonette McKee, Christine Pascal e Sandra Reaves-Phillips. Por Volta da Meia-Noite é uma jornada musical maravilhosa e surpriendente, colocando o expectador na linha de frente como o musico. O score focaliza o jazz da época dourada do Bebop, focalizando também o cool que, nas próprias palavras de Miles, só tinha algo de dourado para quem ouvia em casa no conforto de sua poltrona, porque nessa época ser músico de Jazz - e ainda negro - não era nada cool. (Vale lembrar que em 1959 foi lançado a cartilha do estilo, o indispensável e insuperável "Kind Of Blue" de Miles Davis e que em seu sexteto trazia músicos do quilate de John Coltrane, Bill Evans e Julian "Cannonball" Adderley. O resultado é uma música hipnótica, fluida, lenta e perfeita). Esta trilha abre com uma versão de "Round Midnight" em que o trio Herbie Hancock, Tony Williams e Ron Carter é coadjuvante de um solo de trumpete feito por Bobby McFerrin... e com as cordas vocais!...fantastico e hilariante! Body And Soul", outro standard do jazz, tem a participação de Dexter Gordon e a guitarra de John McLaughlin criando texturas delicadas. Herbie Hancock fez mais do que "apenas" organizar a gravação, selecionar os músicos, as canções e ensaiar com todos. Ainda escreveu três belas obras para o score: "Bérangère's Nightmare", "Still Time" e "Chan's Song (Never Said)", que encerra com o mesmo quarteto que abriu o disco e com o mesmo truque de McFerrin. O album contém momentos preciosos como Chet Baker com sua voz combalida pela vida e pelas drogas no clássico "Fair Weather", ou ainda Lonette McKee cantando "How Long Has this Been Going On?" no mesmo estilo de Ella Fitzgerald. Round Midnight traz músicas que deveriam ser ensinadas às pessoas e ouvidas mais vezes.

Dica:Por Volta da Meia-Noite (Round Midnight) Gêneros: Drama, Jazz
Direção: Bertrand Tavernier - 1986.

01 - 'Round Midnight - Herbie Hancock, Tony Williams & Ron Carter
02 - Body And Soul - Dexter Gordon & John McLaughlin
03 - Bérangére's Nightmare - H. Hancock
04 - Fair Weather - Chet Baker
05 - Una Noche Con Francis - B. Powell
06 - The Peacocks - J. Rowles
07 - How Long Has This Been Going On? - Lonette McKee
08 - Rhythm-A-Ning - T. Monk
09 - Still Time - H. Hancock
10 - Minuit Aux Champs-Elysées - H. Renaud
11 - Chan's Song (Never Said) - H. Hancock
12 - 'Round Midnight - Herbie Hancock, Tony Williams & Ron Carter

Musicos:
Ron Carter, Tony Williams, Wayne Shorter,Herbie Hancock, Bobby McFerrin,John McLaughlin, Chet Baker, Billy Higgins, Cedar Walton, Freddie Hubbard, Bobby Hutcherson, Lonette McKee, Pierre Michelot e Dexter Gordon

Clique sobre as imagens para comprar e acessar mais informações!!!

Straight, No Chaser - Thelonious Monk 1966

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Thelonious Monk: Straight - No Chaser, documentario feito em 1988 sobre a vida de Thelonious Sphere Monk (10-10-1917 Rocky Mount). Produzido por Clint Eastwood e dirigido por Charlotte Zwerin, o documentário retrada o estilo diferente e estranho do pianista visto como falto de técnica e um gênio além do seu tempo. As imagens filmadas em 1968 por Michael e Christian Blackwood sobre o compositor e pianista estavam em excelente estado incluindo as cenas de Monk fora dos palcos. Ricker, como produtor, juntou-se a diretora Charlotte Zwerin e ao produtor executivo pra trazerem esse material à vida. "A Vida e Música de Thelonious Monk" combina as imagens dos Blackwood com Thelonious no estúdio durante sua turnê, cenas por trás dos palcos como as entrevistas, além de fotos de arquivo. Pausas, compassos irregulares, dissonâncias, um toque percussivo e anguloso fizeram de Monk um músico único no jazz. Monk ficou conhecido pelo seu talento para realizar improvisações e compor com facilidade ao piano, apesar de que para um pianista tocar suas composições com a mesma graça e originalidade é extretamente difícil. Uma da suas composições mais famosas é "Round Midnight". Monk líderou o famoso "Thelonius Monk Quartet" tendo como sidemans grandes jazzistas como Willbur Ware e Shadow Wilsonquem e John Coltrane, do qual se tornaria mentor e amigo em sua carreira solo. Seu estilo ao piano era muito peculiar, distante de algumas das técnicas tradicionais. Várias de suas composições se tornaram célebres sendo que diversas delas são consideradas marcos divisórios do jazz. Consagrado tardiamente pela mídia, fez várias excursões pela Europa nos anos 60. Em 71 e 72 integrou o grupo "all stars" do Giants of Jazz, que incluía Dizzy Gillespie, Art Blakey e Sonny Stitt. Em meados da década de 70 retirou-se de cena jazzística norte-americana devido a problemas de saúde, morrendo em 17 de fevereiro de 1982 de ataque cardíaco. Monk só retornaria mais tarde em 1988 como lenda e mito no primeiro plano do jazz nesse interessantíssimo filme bancado por Clint Eastwood.

Dica: Dvd - Thelonious Monk Straight, No Chaser (Charlotte Zwerin - 1988)


01 - Locomotive
02 - I Didn’t Know About You (Take 4)
03 - Straight, No Chaser
04 - Japanese Folk Song (Kojo No Tsuki)
05 - Between The Devil And The Deep Blue Sea
06 - We See
07 - This Is My Story, This Is My Song
08 - I Didn’t Know About You (Take 1)
09 - Green Chimneys

Músicos:
Thelonious Monk - Piano
Charlie Rouse - Sax.Tenor
Larry Gales - Baixo Acustico
Ben Riley - Bateria


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Boa audição - Namastê

Esta postagem é uma parceria entre o blog Farofa Moderna e o blog Borboletas de Jade


Let´s Get Lost - Chet Baker by Bruce Weber (1988)

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Os homens são mesmo fascinantes e engraçados. Afirmam-se como indivíduos, mas, inevitavelmente, são destinados a serem peças de encaixe do muro histórico. A música sempre levou à busca dos extremos e o fim acabaria sendo esse. Chet Baker não foje à regra ao tornar-se o principal expoente da Costa Oeste e da escola de cool jazz, no início e meados dos anos 50. Como trompetista, tinha um modo aguçado e moderado, tocand com um estilo intimista e atraindo atenção para além do jazz fotogênico. Sua música: um constrangimento, um sussuro, um xingamento, um ruído, ou o próprio silêncio dos escarnecidos; parte importante da música, são as evidências de cada apresentação do espoente Baker, assim como já vinha ocorrendo com suas obras aleatórias e inesperadas. LET´S GET LOST também é o disco preferido do fotógrafo e diretor Bruce Weber que deu esse mesmo nome de seu documentary filme em look, que rendeu um oscar em 1989 na ategoria de melhor documentario. O filme traz uma série de entrevistas com amigos, parentes e até amantes do músico, além de imagens de Baker em suas últimas apresentações. Uma retrospectiva da vida do grande trompetista e vocalista Chesney Henry Baker Jr. (1929-1988) - ou Chet Baker se assim o preferirem - em uma abordagem espetacular do gênio musical indiscutível: sua toxicodependência lendária, sua vida agitada e seus percausos polo lado negro da vida, traduzindo uma incrível testemunha até sua morte em última instância, direta pelo precipício, como quem escolhe um preço. O cineasta afirma que seu filme sobre o lendário trompetista de jazz nunca quis "expor as entranhas" do personagem. Segue um trecho da entrevista que o cineasta concedeu à Folha de São Paulo :
Veja cenas do filme
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Curiosidades: Dvd Let's Get Lost 1988 (EUA)


Tipo: Longa-metragem / P&B 120 min.
Diretor: Bruce Weber
Elenco: Chet Baker, Carol Baker, Vera Baker, Paul Baker , Dean Baker, Missy Baker, Dick Bock, William F. Claxton(Como Roterista de Bonanza -1959), Hersh Hamel, Chris Isaak(O Pequeno Buda - 1993) , Lisa Marie (Planeta dos Macacos - 2001), Andy Minsker, Jack Sheldon (Assassinatos na Rádio WBN - 94), Lawrence Trimble (Superhomem - O Filme - 78), Joyce Night Tucker



FOLHA - Em "Let's Get Lost", vários entrevistados comentam o poder de sedução de Chet Baker. Como isso influenciou o documentário?


"BRUCE WEBER - Quando comecei a fazer o filme, eu já era fã de Chet. Ele foi um ícone de estilo e atitude, era extremamente cool. Começamos o documentário um ano antes de sua morte. Chet já estava envelhecido, mas ainda tinha capacidade de seduzir a todos com seu charme. Uma vez que você entendia esse traço de sua personalidade, tudo ficava mais fácil. Às vezes, as pessoas dizem coisas lindas, duras ou interessantes e todos se perguntam se aquilo é verdade. Não quero saber se o que Chet disse era 100% verdade, minha intenção nunca foi expor suas entranhas. Só importa que ele tenha tido coragem de se expor à sua maneira. Não faço documentários tradicionais, não tenho esse tipo de pacto com a verdade.


FOLHA - Quando Chet morreu, em 1988, você estava editando o filme. Como reagiu à notícia?


WEBER - Eu estava na sala de edição quando alguém chegou com a notícia. Eu e minha equipe deitamos no chão e ficamos em silêncio, alguns choraram. Levantamos e fomos para casa. Depois de duas semanas, eu disse: "Vamos terminar, em homenagem a ele". Chet tinha problemas com drogas e bebidas, e eu alimentava a fantasia de que poderia salvá-lo. Houve boatos sobre suicídio, mas a versão oficial, na qual acredito, é que ele caiu de uma janela".

T
racks:

01 - Moon And Sand
02 - Imagination
03 - You´re My Thrill
04 - For Heaen´s Sake
05 - Eve´ry Time We Say Goodbye
06 - I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You
07 - Daybreak
08 - Ingaro
09 - Blame It On My Youth
10 - My One And Only Love
11 - Everything Happens To Me
12 - Almost Blue

Pessoal:
Chet Baker - Trompete e Vocais
Frank Strazzeri - Piano
John Leftwich - Baixo
Ralph Penland - Bateria e Percussão
Nicola Stilo - Guitarra e Flauta


Ascenseur pour L'Échafaud (Soundtrack) - Miles Davis 1957

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Miles sempre amou Paris (cidade que visitava desde 1949), e em 1957 recebeu um convite para fazer alguns shows na Europa, acompanhado apenas por músicos franceses. Foi ali que surgiu uma inusitada oportunidade de fazer a trilha-sonora de um filme de Louis Malle, com a estrela Jeanne Moreau, no papel principal...Tudo começou quando Miles Davis recebeu uma proposta de Marcel Romano, para uma pequena excursão de três semanas pelo continente europeu. Miles foi convidado para ir sozinho, sem sua banda, e tocaria ao lado dos franceses Barney Wilen (sax tenor), René Urtreger (piano) e Pierre Michelot (baixo). Na bateria estava um velho conhecido de Miles radicado há anos em Paris: Kenny Clarke. Miles amava Paris e lembrava-se, com saudades, dos períodos em que saía com Jean-Paul Sartre e Juliette Grecco, mesmo sem falar uma palavra de francês: "eu não sabia francês, eles mal falavam inglês, mas ainda assim adorava vê-los conversarem. Adorei muito aquele período de 1949. Eles eram muito gentis." Por isso mesmo, Miles aceitou o convite para ir à Europa sem banda e ficou surpreso quando o chamaram para fazer a trilha sonora do filme do jovem diretor Louis Malle, que era grande fã de seus discos. Os shows pela Europa não foram muitos e ele teve uma semana inteira de intervalo e nesse período conversou com Malle, que mostrou o que tinha sido filmado e pediu que ele fizesse a música baseada nas cenas escolhidas. Segundo Romano, Miles Davis adorou o convite e discutiram sobre o projeto quando teve uma sessão particular do filme e ficou combinado que usaria os mesmos músicos da excursão. Ele solicitou um piano e começou a trabalhar. As gravações ocorreram rapidamente, nos dias 4 e 5 de dezembro de 1957, começando de noite e acabando nas mandugadas do dia seguinte. As músicas eram apenas pequenos fragmentos, mas foram gravadas de um modo nada peculiar: Miles e sua banda acompanhante gravaram todas as faixas de forma totalmente improvisada, sem pauta musical, apenas com base nas cenas que assistiam enquanto tocavam -- algo inédito na história do cinema.

A trilha de Ascenseur pour L'Échafaud era composta de 10 pequenas faixas e foi lançada primeiro no formato de 10 polegadas na França e, meses depois, nos Estados Unidos, em 12 polegadas, já no tamanho de um LP. Este albúm mostra a mesma personalidade cool de Miles vista em álbuns anteriores e posteriores da sua carreira, tais como os incônicos Birth of the Cool (1949) e Kind of Blue (1959) : um clima intimista, mais calmo e distante do convencional. Pierre Michelot conta que nas gravações o clima foram muito calmas e Miles estava perfeitamente à vontade, tendo inclusive saído para tomar alguns drinques com os músicos e com a prória Jeanne Moreau. Esse registro não teve grande repercussão em sua carreira, embora seja um trabalho interessante e desenvolvido tão rapidamente, o que se tornaria uma marca regristrada do trompetista. Em lançamentos recentes lançados em CD o material contem todas as 26 músicas gravadas no estúdio, contra apenas 10 do disco original -- neste, as faixas extras abrem o disco e deixam a trilha original, para o final. Abaixo dois vídeos sobre o filme a música:




01 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 1)*
02 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 2)*
03 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 3) (Generique)*
04 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 4) (Florence sur les Champs-Elysees)*
05 - Assassinat (Take 1) (Visite Du Vigile)*
06 - Assassinat (Take 2) (Julien Dans L'Ascenseur)*
07 - Assassinat (Take 3) (L'Assassinat De Carala)*
08 - Motel(Diner Au Motel)*
09 - Final (Take 1)*
10 - Final (Take 2)*
11 - Final (Take 3) (Chez Le Photographe Du Motel)*
12 - Ascenseur (Evasion De Julien)*
13 - Le Petit Bal (Take 1)*
14 - Le Petit Bal (Take 2) (Au Bar Du Petit Bac)*
15 - Sequence Voiture (Take 1)*
16 - Sequence Voiture (Take 2) (Sur L'Autoroute)*
17 - Generique**
18 - L'Assassinat De Carala**
19 - Sur L'Autoroute**
20 - Jullien Dans L'Ascenseur**
21 - Florence Sur Les Champs-Elysees**
22 - Diner Au Motel**
23 - Evasion De Julien**
24 - Visite Du Vigile**
25 - Au Bar Du Petit Bac**
26 - Chez Le Photographe Du Motel**

Outros Excelentes Sites Informativos (mais sites nas páginas de mídia e links)