
Eis aqui a trilha da cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos jazzman na historia do jazz. Suas inovações e sua vida um legado tão profundo que até hoje os jovens tentam redescobrir sua arte. Apaixonado por jazz, o diretor e produtor Clint Eastwood fez uma apaixonante homenagem ao genial criador do Bebop. Clint pesquisou e recheou a magnífica trilha sonora do filme com os solos dos discos originais de Parker, mostranto um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (de 1920 a 1955), o que acabou redendo-lhe um Globo de Ouro de Melhor diretor por esta excitante história de inovação e sofrimento. Nas mãos de Eastwood, Bird vive formidavelmente. O filme começa focando o jovem e o seu amor pelo jazz. Mostra Parker iniciando sua carreira e a dificuldade que ele encontrava para levar sua música além da fronteira dos bares de músicos negros. Forest Whitaker no papel-título deixa claro o apaixonante facinio que Bird tinha pela musica.A atriz Diane Verona encena de forma magistral como sua esposa, Chan "Parker" Richardson, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. A trilha sonora conta ainda com músicos do quilate de Monty Alexander, Barry Harris e Walter Davis Junior (piano), Ray Brown, Chuck Berghofer e Ron Carter (contrabaixo), John Guerin (bateria), Charles McPherson (sax alto); Jon Fadis e Red Rodney (trompete) e Charlie Shoemake (vivrafone). Este filme foi escrito por Joel Oliansky e produzido por Clint Eastwood e David Valdes. Para os amantes do jazz este filme exige uma parada obrigatoria e frente à tela da tv, pela quase fiel cinebiografia da vida de Perker.Elenco:
Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker)
Diane Venora (Sra. Chan Parker Richardson)
Michael Zelniker (Red Rodney)
Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie)
Keith David (Buster Franklin)
Michael McGuire (Brewster)
James Handy (Esteves)
Damon Whitaker (Jovem Bird)
01 - Lester Meaps In
02 - I Can't Belive That You're In Love With Me
03 - Laura
04 - All Of Me
05 - This Time The Dream's On Me
06 - Ko Ko
07 - Cool Blues
08 - April In Paris
09 - Now's The Time
10 - Ornithology
11 - Parker's Mood
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Esta é uma descoberta arqueológica que altera significativamente a história discográfica dos primeiros tempos do bebop: uma descoberta feita pelo dono da gravadora Uptown Records, Robert Sunnenblick, contendo quarenta minutos de pura adrenalina bebopiana, uma jóia rara intitulada "Dizzy Gillespie-Charlie Parker: Town Hall, New York City, June 22, 1945 (Uptown)". O show foi gravado em 22 de junho de 1945 em Nova York e, além dos grandes mestres Dizzy e Bird, o sexteto tem Don Byas no saxofone tenor, Al Haig no piano, Curley Russell no baixo e Sid Catlett e Max Roach dividindo a bateria. O album apresenta um som bem razoável com um chiado quase imperceptível. São seis faixas do idioma Bebop que dão vida aos enérgicos improvisos desses músicos: "Night in Tunisia", "Groovin’high" e "Salt peanuts" de Gillespie; "Hot house" de Tadd Dameron; e "52nd. Street theme" de Thelonious Monk. Se Bird e Dizzy gravaram esses temas centenas de vezes, por que, então, o registro desse concerto inédito de 22 de junho de 1945 pode ser considerado uma reliquia?. Quem pode nos dar uma resposta à altura é nada mais nada menos que Fred Kaplan, crítico de jazz do "The New York Times": "Pedra da Roseta do bebop!!!!". Sem falar na intrínseca performance desse quinteto com liderança de Parker e Gillespie (o grande tenorista Don Byas aparece também na primeira faixa e Sid Catlett substitui Max Roach em dois números). Basta lembrar também que a primeira sessão de gravação histórica do autêntico bebop ocorreu em 11 de maio de 1945. Naquela data, os "All-Stars" de Dizzy Gillespie era formado por Parker-sax.; Al Haig-piano; Curley Russell-baixo; Catlett- bateria. Esses músicos perpetuaram quatro faces de discos de 78 (r.p.m.) para o selo Guild: continha "Salt peanuts", "Shaw’nuff", "Lover man" (com vocal de Sarah Vaughan) e "Hot house". Mas as faces dos discos de dez polegadas dos anos 40 não ultrapassavam os 3m22s, ficando, assim, galfado no tempo. Só em Junho de 45 esta formação gravaria este achado com a chegada do long play 33\5, o que não puderam fazer com os discos de 78 rpm por falta de tempo. 