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Mostrando postagens com marcador Chet Baker. Mostrar todas as postagens
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Stairway to The Stars - Chet Baker 1965

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Gravado em 23,24 e 25 de Agosto de 1965 numa maratona de tres dias nos estúdios Englewood Cliffs - New Jersey e com supervisão do engenheiro de som Rudy Van Gelder, Chet grava com o recem formado quinteto, tendo a frente o saxofonista tenor George Coleman (George Edward Coleman) como peça chave de sua musicas, logo depois de ter feito parte do Miles Davis Quintet. Um autentico West Coast que só Baker poderia representar.


Chet Baker - Flugelhorn
George Coleman - Sax. Tenor
Kirk Lightsey - Piano
Herman Wright - Baixo Acustico
Roy Brooks - Bateria

01 - Cherokee
02 - Bevan Beeps
03 - Comin' On
04 - Stairway To The Stars
05 - No Fair Lady
06 - When You're Gone
07 - Choose Now
08 - Chabootie
09 - Carpsie's Groove
10 - I Waited For You
11 - The 490


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Theme Music From "The James Dean Story" - Chet Baker & Bud Shank 1957

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James Byron Dean (James Dean 1931-1955) em alguns círculos, foi o epítome do Cool. Seu "viver rápido e morrer jovem" traduziu uma rebeldia palpável para uma geração fervilhada de grande influencia. Passou pela existência em brancas nuvens, deixando um legado que a muito aspira novos debutes sem êxito ou primazia. Assim como Dean, o trompetista Chet Baker também foi símbolo de arrefecer. Assim faz todo o sentido que o trompete de Baker agridoce fosse escolhido para desempenhar um papel importante na música para o filme-documentário A História de James Dean, em 1956. Este álbum de Chet Baker foi e é algo diferente do que apenas mais uma outra gravação dentro da sua discografia. Certamente que não me refiro a essa como sendo uma das mais valiosas sessões gravadas por Chet. Mas este álbum é mais um esforço coletivo de extraordinária delicadeza do que apenas um grupo de músicos reunidos para tocar com Chet, alguns ao longo das datas. É puro West Coast Jazz do mais alto calibre com todas as coisas preciosas que eram relevantes para cada um dos musicos deste estilo: a fluência entre o Cool e o Bebop. Quer dizer, não há aquele swing exarcebado, mas é adocicado. Não é apenas um conjunto de temas com sopros ligeiros visto nas corriqueiras sessões dos beboppers de outrora, mas é algo mais elaborado. Assim, sendo uma trilha sonora para o documentário sobre a vida de James Dean, segue-se uma espécie de conceito e os fluxos da música tenta-nos dizer a história dos diferentes momentos da vida do homem do “topete hollywoondiano” que era. A lista de músicos é absolutamente incrivel: Monty Budwig, Mel Lewis, Claude Williamson, Don Fagerquist, Charlie Mariano, Bud Shank, Pepper Adams e assim por diante, com uma simetria entre os instrumentos que deixa claro como as idéias e as aspirações são bem divididas. A modalidade do arranjo fica a cargo de dois dos maiores arranjadores da época, Johnny Mandel e Bill Holman. O ano é 1956 e a produção ficou a cargo de Richard Bock e Woody Woodward.
O filme (veja no Youtube), dirigido por Robert Altman e George W. George, fornece uma visão espacional de uma brilhante presença cada vez mais poderoso de James Dean e sua irreverência como ator e ser humano que era. Rodado após a sua morte e narrado por Martin Gabel, este filme apresenta uma colagem de clipes do cinema e da televisão, como entrevistas com seus familiares e amigos, bem como ainda fotos de toda a sua breve, mas intensa e lendária vida. Uma autentica prévia do Smooth Jazz da época, esse Cool Jazz pela Pacific Jazz Records. Gravado em Los Angeles em 8 de novembro de 1956. As faixas 3, 7 e 11 são mono.

Nota: O menor canal esquerdo drop-outs nas faixas 2 e 10 estão em fitas master originais. Reeditado em 2000. James Dean era filho único, seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron. Filho de Wilton Dean um protético e metodista fazendeiro de Mildred Dean.

01 - Jimmy's Theme
02 - The Search
03 - Lost Love
04 - People
05 - The Movie Star
06 - Fairmont, Indiana
07 - Rebel at Work
08 - Success and Then What?
09 - Let Me Be Loved
10 - Hollywood
11 - Let Me Be Loved (Vocal Version)


Chet Baker - Trompete e Vocais
Monty Budwig - Baixo Acustico
Mel Lewis - Bateria
Claude Williamson - Piano
Don Fagerquist - Trompete (1, 2, 4,6, 8,11)
Ray Linn - Trompete (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Milt Bernhart - Trombone (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Charlie Mariano - Sax. Alto (1, 2, 4, 6, 8,11)
Bud Shank - Sax. Alto & Flauta (1, 6, 8, 11)
Richie Seward - Sax. Alto
Bill Holman - Sax.Tenor (1, 2, 4,11)
Richie Kamuca - Sax. Tenor (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Pepper Adams - Sax. Barito (1, 2, 4, 6, 8,11)
Mike Pacheco - Percurssão (1, 2, 4 , 6, 8,11)

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Chet Baker Sings - Chet Baker 1956

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Quando Chet Baker resolveu assumir definitivamente o duplo trabalho como trompetista e cantor, em 1954, boa parte da imprensa especializada norte-americana torceu o nariz . Baker dono de uma sensibilidade invejável até mesmo pelos instrumentistas mais virtuosos, era aclamado como um dos trompetistas de jazz promissores de sua época, recebendo elogios de ex-companheiros de trabalho como os saxofonistas Stan Getz, Charlie Parker e Gerry Mulligan. Dessa forma, 'ceder espaço' de sua carreira como trompetista para a 'popular' tarefa como cantor não parecia ser a opção mais segura, segundo os críticos. No entanto seu talento ficou bem claro em "My Funny Valentine", onde muitos aprenderam a respeita-lo como cantor representante da vanguarda Cool. Mas também o álbum 'Chet Baker Sings', de 56, foi um sucesso de vendas e bem valorizado pela mídia menos purista. O romântico Chet, dono de uma voz frágil, delicada, quase sussurrante, provou ser afinadíssimo, preciso e criativo também como cantor. Depois de 54, seja durante gravações de álbuns nos Estados Unidos ou pela Europa, Chet passou a reservar espaço para produções vocalizadas. Nos anos 60, Chet passou mais tempo lutando contra os problemas na justiça, as detenções e o vício pela heroína do que propriamente sua voz ou seu trompete. Somente a partir da década de 70, quando o instrumentista tentou recuperar a carreira, bons álbuns foram novamente gravados, apesar da saúde em farrapos e delibitada. Conta-se que o disco "Chet Baker Sings" mudou a vida de João Gilberto, que era um imitador de Orlando Silva (e Fafá Lemos) quando cantava no conjunto vocal Garotos da Lua (um classico). João ia diariamente à lendária Lojas Murray, no Rio de Janeiro, o ponto de encontro dos jazzófilos, e, alguns anos depois, também dos bossanovistas. Naquele tempo, as lojas de discos tinham cabines para os compradores ouvirem suas bolachas, como diziam na época. Todos os dias João instalava-se numa delas passando horas ouvindo o LP de Chet. Encantando-se pela voz de Chet, operou-se uma metamorfose inacreditável em seu estilo. Passando a emular o timbre intimista de Chet, nasceu a voz mais conhecida da bossa nova quando gravou "Chega de Saudade", pedra fundamental do estilo que conquistou o mundo. Chet Baker Sings se tornou o primeiro álbum completo de corpo vocal e trompete de Chet ao longo de sua carreira.São 14 faixas, mostrando o seu lado cantor em seus momentos de pura nostalgia, acompanhado pelo amigo e pianista Russ Freeman, o qual ficou a cargo os arranjos e Kenny Drew de Milão, seguido por orquestra e arranjos de cordas. Na realidade são varias sessões até o final desta album: a primeira com as faixas de 1 a 6, gravado em 23 e 30 de Julho de 1856 e as faixas 7 e 14 em 15 de Fevereiro de 1954 na Capito Studio - Los Angeles. Selo: Pacific Jazz 7243 8 23234 2 6. Vale a pena comprar o LP ou CD (se existir). As fotografias são do freelance William Claxton.



01 - That Old Feeling
02 - It's Always You
03 - Like Someone In Love
04 - My Ideal
05 - I've Never Been In Love Before
06 - My Buddy
07 - But Not For Me (Vocal)
08 - Time After Time
09 - I Get Along Without You Very Well (Except Sometimes)
10 - My Funny Valentine (Vocal)
11 - There Will Never Be Another You (Vocal)
12 - The Thrill Is Gone (Vocal)
13 - I Fall In Love Too Easily
14 - Look For The Silver Lining

Chet Baker - Trompete, Vocals
Russ Freeman - Piano, Celesta
James Bond - Baixo Acustico
Peter Littman - Bateria
Larance Marable - Bateria
Bob Neel - Bateria
Carson Smith - Baixo Acustico

With The Lighthouse All Stars - Chet Baker & Miles Davis 1953

0 Comentários
Este arquivo de 1952 é o registro de uma lendária sessão no famoso clube Farol em Hermosa Beachpara. Para os amantes que gostam de Cool jazz, esse é o único dos álbuns que mostra o mais raro e inesperado encontro de Chet Baker -- um branco que caminhava nas molduras do Cool -- e Miles Davis -- um negro que, apesar de ter sido um dos catalizadores desse estilo calmo e elaborado em 1949, estaria prestes a participar do virtuoso hard bop na essência de sua criação. Além de ser uma ponte que liga Miles Davis com Chet Baker, um dos mais novos e requintados músicos da criação jazzística na primeira metade dos anos 50, esse álbum também traz participações do clarinetista Jimmy Giuffre e do pianista Russ Freeman, músicos representantes da vanguarda na esfera dos progressos da época. Enfim, o disco se resume no raro encontro desses dois jovens trompetistas que, à época,  trabalhavam na linha do Cool Jazz. Na verdade Chet e Miles foram parceiros de banda, ainda que por um período curto. Tudo acontece no lendario Lighthouse Café, clube localizado em Hermosa Beach - Califórnia, onde, ainda hoje, continua ativo: após a II Guerra Mundial, o músico Howard Rumsey, cansado de tocar em sua big bands no fim de uma noite, resolveu passear pela cidade e foi dar de cara no Lighthouse, encontrando uma casa literalmente vazia. Rumsey pediu ao dono do local uma oportunidade para tocar naquele espaço. A banda que se formou e passou a tocar no Farol Club era a Lighthouse All-Star, um grupo que, em sua maioria, consistia de músicos brancos da costa oeste da Califórnia. Até Max Roach apresentou-se, nessa época, numa curta temporada de apresentações no local, e, posteriormente, trouxe o seu amigo Miles Davis para ingressar ao conjunto, no qual também chegaria Chet Baker para completá-lo.

O resultado é esse antológico album "With The Lighthouse All Stars", gravado em 13 de Setembro 1953 . O album apresenta nove faixas de altissima qualidade e uma interação de musicos de estrema inquietude. "At Last" abre o album norteando um belo arranjo cool, sendo seguida por "Winter Wonderland" com clichês-chave, onde Miles sola em seu trompete quase um sussuro. Seguem-se "Loaded", "I'll Remember April", "Pirouette", "Witch Doctor", "Infinity Promenade", 'Round Midnight', e "A Night in Tunisia", sendo essa ultima composta de um belo solo de Bud Haste, mostrando aos outros como um bom solo de saxofone deve ser feito, construindo declarações pautadas e claras em uma estrutura coesa que complementa o tema-canção. Chet Baker apresenta um trompete ascendente do West Coast que aparece simpaticamente mostrando o caminho que Miles completa. De certa maneira, é um trabalho histórico e interessante para os amantes deste período de início da carreira do Miles, época em que tentava quebrar o seu vício adquirido no início dos anos 1950. Realizada em 13 de setembro de 1953, e gravado pelo selo Contemporary Jazz, época em que Miles Davis estava na Califórnia para se livrar das "más" influências de Nova Yorque. Procurem esta pérola no buscador Captain Crawl.

Chet Baker - Trompete
Miles Davis - Trumpete
Rolf Ericson - Trumpete
Jimmy Giuffre - Clarinete
Bud Shank - Sax. Alto
Bob Cooper - Sax. Tenor
Russ Freeman, Lorraine Geller & Claude Williamson - Piano
Max Roach - Bateria

01 - At Last
02 - Winter Wonderland
03 - Loaded
04 - I'll Remember April
05 - Pirouette
06 - Witch Doctor
07 - Round Midnight
08 - Infinity Promenade
09 - A Night in Tunisia

Let´s Get Lost - Chet Baker by Bruce Weber (1988)

2 Comentários
Os homens são mesmo fascinantes e engraçados. Afirmam-se como indivíduos, mas, inevitavelmente, são destinados a serem peças de encaixe do muro histórico. A música sempre levou à busca dos extremos e o fim acabaria sendo esse. Chet Baker não foje à regra ao tornar-se o principal expoente da Costa Oeste e da escola de cool jazz, no início e meados dos anos 50. Como trompetista, tinha um modo aguçado e moderado, tocand com um estilo intimista e atraindo atenção para além do jazz fotogênico. Sua música: um constrangimento, um sussuro, um xingamento, um ruído, ou o próprio silêncio dos escarnecidos; parte importante da música, são as evidências de cada apresentação do espoente Baker, assim como já vinha ocorrendo com suas obras aleatórias e inesperadas. LET´S GET LOST também é o disco preferido do fotógrafo e diretor Bruce Weber que deu esse mesmo nome de seu documentary filme em look, que rendeu um oscar em 1989 na ategoria de melhor documentario. O filme traz uma série de entrevistas com amigos, parentes e até amantes do músico, além de imagens de Baker em suas últimas apresentações. Uma retrospectiva da vida do grande trompetista e vocalista Chesney Henry Baker Jr. (1929-1988) - ou Chet Baker se assim o preferirem - em uma abordagem espetacular do gênio musical indiscutível: sua toxicodependência lendária, sua vida agitada e seus percausos polo lado negro da vida, traduzindo uma incrível testemunha até sua morte em última instância, direta pelo precipício, como quem escolhe um preço. O cineasta afirma que seu filme sobre o lendário trompetista de jazz nunca quis "expor as entranhas" do personagem. Segue um trecho da entrevista que o cineasta concedeu à Folha de São Paulo :
Veja cenas do filme
no Youtube


Curiosidades: Dvd Let's Get Lost 1988 (EUA)


Tipo: Longa-metragem / P&B 120 min.
Diretor: Bruce Weber
Elenco: Chet Baker, Carol Baker, Vera Baker, Paul Baker , Dean Baker, Missy Baker, Dick Bock, William F. Claxton(Como Roterista de Bonanza -1959), Hersh Hamel, Chris Isaak(O Pequeno Buda - 1993) , Lisa Marie (Planeta dos Macacos - 2001), Andy Minsker, Jack Sheldon (Assassinatos na Rádio WBN - 94), Lawrence Trimble (Superhomem - O Filme - 78), Joyce Night Tucker



FOLHA - Em "Let's Get Lost", vários entrevistados comentam o poder de sedução de Chet Baker. Como isso influenciou o documentário?


"BRUCE WEBER - Quando comecei a fazer o filme, eu já era fã de Chet. Ele foi um ícone de estilo e atitude, era extremamente cool. Começamos o documentário um ano antes de sua morte. Chet já estava envelhecido, mas ainda tinha capacidade de seduzir a todos com seu charme. Uma vez que você entendia esse traço de sua personalidade, tudo ficava mais fácil. Às vezes, as pessoas dizem coisas lindas, duras ou interessantes e todos se perguntam se aquilo é verdade. Não quero saber se o que Chet disse era 100% verdade, minha intenção nunca foi expor suas entranhas. Só importa que ele tenha tido coragem de se expor à sua maneira. Não faço documentários tradicionais, não tenho esse tipo de pacto com a verdade.


FOLHA - Quando Chet morreu, em 1988, você estava editando o filme. Como reagiu à notícia?


WEBER - Eu estava na sala de edição quando alguém chegou com a notícia. Eu e minha equipe deitamos no chão e ficamos em silêncio, alguns choraram. Levantamos e fomos para casa. Depois de duas semanas, eu disse: "Vamos terminar, em homenagem a ele". Chet tinha problemas com drogas e bebidas, e eu alimentava a fantasia de que poderia salvá-lo. Houve boatos sobre suicídio, mas a versão oficial, na qual acredito, é que ele caiu de uma janela".

T
racks:

01 - Moon And Sand
02 - Imagination
03 - You´re My Thrill
04 - For Heaen´s Sake
05 - Eve´ry Time We Say Goodbye
06 - I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You
07 - Daybreak
08 - Ingaro
09 - Blame It On My Youth
10 - My One And Only Love
11 - Everything Happens To Me
12 - Almost Blue

Pessoal:
Chet Baker - Trompete e Vocais
Frank Strazzeri - Piano
John Leftwich - Baixo
Ralph Penland - Bateria e Percussão
Nicola Stilo - Guitarra e Flauta


Outros Excelentes Sites Informativos (mais sites nas páginas de mídia e links)