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Mostrando postagens com marcador West Coast Jazz. Mostrar todas as postagens
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Perfil: o pianista Dave Brubeck, o saxofonista Paul Desmond e o quarteto ímpar – literalmente ímpar !!!

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Dave BrubeckPaul Desmond

  The Way You Look Tonight [Jazz At Oberlin, 1953] Blue Rondo a La Turk [Time Out, 1959] Take Five [Time Out, 1959] Far More Blue [Time Further Out, 1961] Unsquare dance [Time Further Out, 1961] Bru's boogie woogie [Time Further Out, 1961] It's A Raggy Waltz [Dave Brubeck Quartet at Carnegie Hall] Tokyo Traffic [Jazz Impressions of Japan, 1966] Coração Sensível [Bossa Nova USA, 1962] World's Fair [Time Change, 1963] Shim Wa [Time Change, 1963] Tritonis [Tritonis, 1980]

Stairway to The Stars - Chet Baker 1965

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Gravado em 23,24 e 25 de Agosto de 1965 numa maratona de tres dias nos estúdios Englewood Cliffs - New Jersey e com supervisão do engenheiro de som Rudy Van Gelder, Chet grava com o recem formado quinteto, tendo a frente o saxofonista tenor George Coleman (George Edward Coleman) como peça chave de sua musicas, logo depois de ter feito parte do Miles Davis Quintet. Um autentico West Coast que só Baker poderia representar.


Chet Baker - Flugelhorn
George Coleman - Sax. Tenor
Kirk Lightsey - Piano
Herman Wright - Baixo Acustico
Roy Brooks - Bateria

01 - Cherokee
02 - Bevan Beeps
03 - Comin' On
04 - Stairway To The Stars
05 - No Fair Lady
06 - When You're Gone
07 - Choose Now
08 - Chabootie
09 - Carpsie's Groove
10 - I Waited For You
11 - The 490


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Theme Music From "The James Dean Story" - Chet Baker & Bud Shank 1957

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James Byron Dean (James Dean 1931-1955) em alguns círculos, foi o epítome do Cool. Seu "viver rápido e morrer jovem" traduziu uma rebeldia palpável para uma geração fervilhada de grande influencia. Passou pela existência em brancas nuvens, deixando um legado que a muito aspira novos debutes sem êxito ou primazia. Assim como Dean, o trompetista Chet Baker também foi símbolo de arrefecer. Assim faz todo o sentido que o trompete de Baker agridoce fosse escolhido para desempenhar um papel importante na música para o filme-documentário A História de James Dean, em 1956. Este álbum de Chet Baker foi e é algo diferente do que apenas mais uma outra gravação dentro da sua discografia. Certamente que não me refiro a essa como sendo uma das mais valiosas sessões gravadas por Chet. Mas este álbum é mais um esforço coletivo de extraordinária delicadeza do que apenas um grupo de músicos reunidos para tocar com Chet, alguns ao longo das datas. É puro West Coast Jazz do mais alto calibre com todas as coisas preciosas que eram relevantes para cada um dos musicos deste estilo: a fluência entre o Cool e o Bebop. Quer dizer, não há aquele swing exarcebado, mas é adocicado. Não é apenas um conjunto de temas com sopros ligeiros visto nas corriqueiras sessões dos beboppers de outrora, mas é algo mais elaborado. Assim, sendo uma trilha sonora para o documentário sobre a vida de James Dean, segue-se uma espécie de conceito e os fluxos da música tenta-nos dizer a história dos diferentes momentos da vida do homem do “topete hollywoondiano” que era. A lista de músicos é absolutamente incrivel: Monty Budwig, Mel Lewis, Claude Williamson, Don Fagerquist, Charlie Mariano, Bud Shank, Pepper Adams e assim por diante, com uma simetria entre os instrumentos que deixa claro como as idéias e as aspirações são bem divididas. A modalidade do arranjo fica a cargo de dois dos maiores arranjadores da época, Johnny Mandel e Bill Holman. O ano é 1956 e a produção ficou a cargo de Richard Bock e Woody Woodward.
O filme (veja no Youtube), dirigido por Robert Altman e George W. George, fornece uma visão espacional de uma brilhante presença cada vez mais poderoso de James Dean e sua irreverência como ator e ser humano que era. Rodado após a sua morte e narrado por Martin Gabel, este filme apresenta uma colagem de clipes do cinema e da televisão, como entrevistas com seus familiares e amigos, bem como ainda fotos de toda a sua breve, mas intensa e lendária vida. Uma autentica prévia do Smooth Jazz da época, esse Cool Jazz pela Pacific Jazz Records. Gravado em Los Angeles em 8 de novembro de 1956. As faixas 3, 7 e 11 são mono.

Nota: O menor canal esquerdo drop-outs nas faixas 2 e 10 estão em fitas master originais. Reeditado em 2000. James Dean era filho único, seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron. Filho de Wilton Dean um protético e metodista fazendeiro de Mildred Dean.

01 - Jimmy's Theme
02 - The Search
03 - Lost Love
04 - People
05 - The Movie Star
06 - Fairmont, Indiana
07 - Rebel at Work
08 - Success and Then What?
09 - Let Me Be Loved
10 - Hollywood
11 - Let Me Be Loved (Vocal Version)


Chet Baker - Trompete e Vocais
Monty Budwig - Baixo Acustico
Mel Lewis - Bateria
Claude Williamson - Piano
Don Fagerquist - Trompete (1, 2, 4,6, 8,11)
Ray Linn - Trompete (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Milt Bernhart - Trombone (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Charlie Mariano - Sax. Alto (1, 2, 4, 6, 8,11)
Bud Shank - Sax. Alto & Flauta (1, 6, 8, 11)
Richie Seward - Sax. Alto
Bill Holman - Sax.Tenor (1, 2, 4,11)
Richie Kamuca - Sax. Tenor (1, 2, 4, 6, 8, 11)
Pepper Adams - Sax. Barito (1, 2, 4, 6, 8,11)
Mike Pacheco - Percurssão (1, 2, 4 , 6, 8,11)

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West Coast Days, Live At The Lighthouse, Hermosa Beach - Joe Gordon & Scott Lafaro 1958

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Pense em sua relação com a música que não seja ambígua. Se não concordar que a melhor música é aquela capaz que induzir aos melhores pensamentos ou, pela ausência dos mesmos, ao estado meditativo, então desista agora mesmo desta leitura. Aos que prosseguem, deixo claro, desde já, que este e quaisquer textos introdutórios aqui publicados se tratam de escritos inacabados, em constante desenvolvimento, os quais agrada-me designar por works in progress. "Viva o fim do imprimatur". Enfim, o que distingue a breve e intensa colaboração entre Bill Evans e o contrabaixista Scott LaFaro (1936-1961) é a idéia, já à época reconhecida como inovadora (coisa rara), de improvisação coletiva na qual o contrabaixo, emancipado de sua função no jazz até então meramente harmônica e rítmica, assume papel proeminentemente temático em contínua interação com o piano. Dentre as gravações do Bill Evans Trio com LaFaro, destacam-se o álbum gravado em estúdio Portrait in Jazz (1959) e as resultantes de duas sessões ao vivo em domingos consecutivos no Village Vanguard (1961) dias poucos antes da morte do jovem e lendário baixista em um acidente automobilístico. Tais registros emanam um frescor inaudito, neles presenciando-se, também, a invenção de um modo sensível de tocar e improvisar , o qual vem a se constituir num dos mais reconhecíveis pilares da execução única de Bill Evans, uma das grandes contribuições e influências para as gerações posteriores de jovens pianistas. Improvisadores de jazz, ao contrário de músicos clássicos que, em situações ideais, ainda que raras, repetem pouco um repertório vastíssimo, improvisam recorrentemente - não raro por uma vida inteira - sobre um número reduzido de obras nas quais se “especializam”: assim foi Bill Evans. Scott laFaro, por sua vez, mudou o mundo dos sons graves com seu senso contrapontístico, embora com muito pouco tempo para fazê-lo, já que aos 25 anos, no ano de 1961, ele deixa uma grande lacuna no mundo do Jazz, quando foi a um ensaio com o trio após acompanhar Stan Getz em um concerto no Newport Jazz Festival e acabou não voltando mais. No entanto, a criatividade de Scott foi maior que o tempo em que ele teve para viver e, apesar dele ter ficado na lembrança mais pela sua associação com Bill Evans e por sua morte prematura, ele colaborou com os principais colossos do Jazz em sua época. Como prova, há os seus registros com Chet Baker (The Genius 2 Trompete do Fifties), Stan Getz (Stan The Man), Tony Scott (Dedications, Sung Heroes), Ornette Coleman (Free jazz, Ornette!), Miles Davis (Tune Up!), Hampton Hawes (For Real!, Blues the Most). No final do anos 50, Scott trabalhou ao lado do guitarrista Barney Kessel, no Farol, em Hermosa Beach, até que em 1959 foi parar ao lado de Benny Goodman. Depois se estrabeleceu em Nova York, onde ele formou seu próprio trio e trabalhou com Stan Getz, pouco antes de trabalhar com Bill Evans. Foi durante a sua estadia na Califórnia que ele gravou este registro o qual, embora possa parecer um concerto com ambos os músicos, este é um recompilatório onde há 2 grupos diferentes, sendo que as gravações ocorreram no mesmo The Lighthouse, Hermosa Beach, California. Enfim, este registro é um recompilatório de cada músico que trabalhou no Lighthouse, justificando as suas emissão tardias. Joe Gordon, um excelente trompetista que morreu prematuramente com a idade de 35, mostra, neste album, a sua sultileza e maestria de um "In Loco"nos sopros de seu trompete. Para os verdadeiros amantes do jazz este registro irá representar um complemento indispensável às suas coleções. download

Estudio: Fresh Sound

01 - Our Delight
02 - Shelly Manne Introduces Joe Gordon / Summertime
03 - Poinciana
04 - It Could Happen to You
05 - Commentary By Richie Kamuca / Bass Blues

Joe Gordon - Trompete
Scott LaFaro - Baixo Acustico
Richie Kamuca - Sax. Tenor
Russ Freeman - Piano
Monty Budwig - Baixo
Shelly Manne & Stan Levey - Bateria

With The Lighthouse All Stars - Chet Baker & Miles Davis 1953

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Este arquivo de 1952 é o registro de uma lendária sessão no famoso clube Farol em Hermosa Beachpara. Para os amantes que gostam de Cool jazz, esse é o único dos álbuns que mostra o mais raro e inesperado encontro de Chet Baker -- um branco que caminhava nas molduras do Cool -- e Miles Davis -- um negro que, apesar de ter sido um dos catalizadores desse estilo calmo e elaborado em 1949, estaria prestes a participar do virtuoso hard bop na essência de sua criação. Além de ser uma ponte que liga Miles Davis com Chet Baker, um dos mais novos e requintados músicos da criação jazzística na primeira metade dos anos 50, esse álbum também traz participações do clarinetista Jimmy Giuffre e do pianista Russ Freeman, músicos representantes da vanguarda na esfera dos progressos da época. Enfim, o disco se resume no raro encontro desses dois jovens trompetistas que, à época,  trabalhavam na linha do Cool Jazz. Na verdade Chet e Miles foram parceiros de banda, ainda que por um período curto. Tudo acontece no lendario Lighthouse Café, clube localizado em Hermosa Beach - Califórnia, onde, ainda hoje, continua ativo: após a II Guerra Mundial, o músico Howard Rumsey, cansado de tocar em sua big bands no fim de uma noite, resolveu passear pela cidade e foi dar de cara no Lighthouse, encontrando uma casa literalmente vazia. Rumsey pediu ao dono do local uma oportunidade para tocar naquele espaço. A banda que se formou e passou a tocar no Farol Club era a Lighthouse All-Star, um grupo que, em sua maioria, consistia de músicos brancos da costa oeste da Califórnia. Até Max Roach apresentou-se, nessa época, numa curta temporada de apresentações no local, e, posteriormente, trouxe o seu amigo Miles Davis para ingressar ao conjunto, no qual também chegaria Chet Baker para completá-lo.

O resultado é esse antológico album "With The Lighthouse All Stars", gravado em 13 de Setembro 1953 . O album apresenta nove faixas de altissima qualidade e uma interação de musicos de estrema inquietude. "At Last" abre o album norteando um belo arranjo cool, sendo seguida por "Winter Wonderland" com clichês-chave, onde Miles sola em seu trompete quase um sussuro. Seguem-se "Loaded", "I'll Remember April", "Pirouette", "Witch Doctor", "Infinity Promenade", 'Round Midnight', e "A Night in Tunisia", sendo essa ultima composta de um belo solo de Bud Haste, mostrando aos outros como um bom solo de saxofone deve ser feito, construindo declarações pautadas e claras em uma estrutura coesa que complementa o tema-canção. Chet Baker apresenta um trompete ascendente do West Coast que aparece simpaticamente mostrando o caminho que Miles completa. De certa maneira, é um trabalho histórico e interessante para os amantes deste período de início da carreira do Miles, época em que tentava quebrar o seu vício adquirido no início dos anos 1950. Realizada em 13 de setembro de 1953, e gravado pelo selo Contemporary Jazz, época em que Miles Davis estava na Califórnia para se livrar das "más" influências de Nova Yorque. Procurem esta pérola no buscador Captain Crawl.

Chet Baker - Trompete
Miles Davis - Trumpete
Rolf Ericson - Trumpete
Jimmy Giuffre - Clarinete
Bud Shank - Sax. Alto
Bob Cooper - Sax. Tenor
Russ Freeman, Lorraine Geller & Claude Williamson - Piano
Max Roach - Bateria

01 - At Last
02 - Winter Wonderland
03 - Loaded
04 - I'll Remember April
05 - Pirouette
06 - Witch Doctor
07 - Round Midnight
08 - Infinity Promenade
09 - A Night in Tunisia

Sonny Criss: From Bebop to the Birth of New Cool

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Outro músico da grande lista dos "unsung heroes". Trata-se, no entanto, de um gigante do seu instrumento: um verdadeiro entusiasta e continuador do estilo bebop, assim como foi seu xará Sonny Stitt. Entre os músicos de nome Sonny (Sonny Stitt, Sonny Rollins e Sonny Clarke), Criss é o mais esquecido ou o menos lembrado. Sua carreira começa tocando com um grupo chamado Rockies em meados dos anos 40. Sua primeira grande aparição foi em 1947 em jams e algumas gravações com Norman Granz. Sonny Criss também era um saxofonista peculiar de um fraseado bebop intrincadíssimo, além de possuir uma sonoridade gritante, forte e, muitas vezes, com vibrato: foi o músico preferido para executar solos em bandas de rock'n'roll como a de Fats Domino, Smiley Lewis e The Spiders. Tocou também com o grande baterista e entusiasta do Swing Jazz Buddy Rich, com Wynton Kelly e com o pianista Sonny Clarke. Até meados dos anos 50 Criss era apenas mais um dentre tantos músicos de Los Angeles, gravando sempre para pequenos selos como Imperial, Fresh Sound e Peacock Records. Depois passa a conquistar mais público a partir de breves trabalhos relacionados aos selos Capitol e Blue Note, chegando no ápice da sua carreira através de um contrato de três anos com a Prestige na década de 60, o que o colocou no grande rol de grandes altoístas da época como Cannonball Adderly e Sonny Stit. Em 1968, Sonny Criss atingiria o seu ápice: ele levou o prêmio Talent Deserving Of Wider Recognition da revista Downbeat e foi aplaudido de pé no Newport Jazz Festival. Logo após essa breve fase de sucesso sua carreira entra em declínio e ele passa a explorar o cenário da França, onde era bem aceito. Sonny Criss passou a sofrer de cancêr na década de 70: ele se suicidou em 1977. Antes de falecer, ele deixou gravado o interessante The Birth of New Cool. Também trabalhou com o grande - e também "unsung" - pianista de Los Angeles Horace Tapscott. Sonny Criss é hoje um dos músicos mais procurados por colecionadores que gostam de saxofone, especialmente o sax alto. Abaixo um link único para os dois álbuns. Baixe!!!

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Go Man! - Sonny Criss 1956
1.Summertime 
2. Memories Of You
3. Wailin' With Joe
4. How Deep Is The Ocean
5. Blues For Rose, The
6. Man I Love, The
7. Until The Real Thing Comes Along
8. Blue Prelude
9. After You've Gone
10. Come Rain Or Come Shine
11. How High The Moon
12. If I Had You

Sonny Criss (as)
Sonny Clark (p)
Leroy Vinnegar (b)
Lawrence Marable (d)
Master Recorders, Los Angeles, CA, July 1956 



The Birth of New Cool - Sonny Criss 1968

1. Sonny's Dream
2. Ballad For Samuel
3. Black Apostles, The
4. Golden Pearl, The
5. Daughter of Cochise
6. Sandy and Niles
7. Golden Pearl, The - (alternate version, bonus track)
8. Sonny's Dream - (alternate version, bonus track)

Sonny Criss (soprano & alto saxophones); David Sherr (alto saxophone); Teddy Edwards (tenor saxophone); Pete Christlieb (baritone saxophone); Conte Candoli (trumpet); Dick Nash (trombone); Ray Draper (tuba); Tommy Flanagan (piano); Al McKibbon (bass); Everett Brown Jr. (drums).


André Previn: "Jazz is an expendable art form...for me"

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Um dos mais versáteis músicos do mundo, Andre Previn já acumulou consideráveis elogios como um pianista de jazz, além de ser considerado um nome importante do universo da música erudita, apesar das suas mudanças repentinas de um meio para o outro: primeiro pianista do cenário West Coast Jazz no início dos anos 50, logo em seguida como um arranjador e compositor de trilhas para Hollywood, e, depois, como um renomado maestro e diretor de algumas mais importantes orquestras da música clássica. No piano Previn adquiriu sensibilidade através de estudar os elementos de Bud Powell, Oscar Peterson e Horace Silver chegando a imprimir uma técnica irrepreensível. André Previn não é sempre lembrado como um importante pianista do Jazz e não mudou muito ao longo das décadas, transitando apenas pelo Cool e Bebop, mas no universo da versatilidade entre o Jazz/Musica Erudita habitado por pouquíssimos gigantes, Previn será sempre um dos nomes a se lembrar.

André Previn iniciou suas lições de piano na infância na sua terra natal, Berlim, antes da ameaça nazista. Com os avanços de Hitler sua família se deslocou à Paris em 1938 e aos EUA no ano seguinte. Em meados dos anos 40, já em Los Angeles, Previn começou a trabalhar como pianista de Jazz, além de começar sua carreira como arranjador, chegando a ser contratado pela Sunset Records enquanto ainda estava no ensino médio aos 18 anos de idade; além disso suas primeiras gravações para a RCA Victor chegaram a alcançar boas vendagens. Originalmente usando o swing como ponto de partida, Previn passou a tocar Bebop mais esporadicamente em 1950 pouco antes de ser chamado para servir ao exército. Ao voltar para a Los Angeles formou o interessantíssimo trio com o baterista Shelly Manne e o contrabaixista Leroy Vinnegar, chegando a alcançar sucesso com o álbum de interpretaçõs My Fair Lady que, por sua vez conduziu Previn a lançar uma série de trabalhos ambientados nas tendências da Broadway e da industria do cinema.

Conseguindo ser um dos maioires e mais premiados compositores de trilhas sonoras para filmes de Hollywood, Previn passou a ser interpretado por grandes orquestras dos EUA. Assim, a partir de 1962 Previn começou a fazer sua transição de Hollywood para se tornar um maestro de música classica por tempo integral, deixando, também, sua atividade nos meios do Jazz. Ele permaneceu longe do jazz durante 27 anos, com a exceção de um punhado de gravações que dirigiu tendo Ella Fitzgerald e violinista clássico Itzhak Perlman. No entanto, em março de 1989, com sua demissão na Filarmónica de Los Angeles agravado por problemas com a gestão da orquestra, Previn voltou ao jazz com um trio que incluia o contrabaixista Ray Brown e Joe Pass, gravando alguns álbuns para o selo Telarc que acabaram por mostrar que ele não tinha perdido a noção de swing e muito menos as técnicas adquiridas no universo pianistico do Bebop. Hoje André Previn está definitivamente consagrado como um dos grandes gênios do século XX, sendo um dos maiores compositores, maestros e pianistas de Jazz e música clássica erudita. Para baixar os álbuns indicados abaixo acesse o buscador Captain Crawl.

After Hours - André Previn Trio

1. There'll Never Be Another You
2. I Only Have Eyes For You
3. What Am I Here For
4. Limehouse Blues
5. All Things You Are
6. Honeysuckle Pose
7. I Got It Bad And THat Ain't Good
8. Smoke Gets In Your Eyes
9. Cotton Tail
10. Laura
11. One For Bunz

André Previn - piano
Joe Pass - guitar
Ray Brown - bass
King Size! 1958


1. I'll Remember April
2. Much Too Late
3. You'd Be So Nice to Come Home To
4. It Could Happen to You
5. Low and Inside
6. I'm Beginning to See the Light


André Previn - piano
Red Mitchell - bass
Frankie Capp - drums

The Stage door Swings - Stan Kenton 1958

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Stan Kenton foi o maior chefe de Big Band da história do Jazz! Nunca ouve na história da música um trabalho com big band tão refinado e peculiar como o de Stan Kenton! Essas afirmações categórias seriam forçadas se não se tratasse de um dos chefes de banda mais carismáticos, elegantes e perfeccionistas da história do Jazz. Mas aí se pergunta: e a orquestra de Duke Ellington? E Count Basie? E a big band de Woody Herman? Sim, sem dúvida todas estão no nível das big bands de Kenton e vice-versa, mas o arranjo e busca por sonoridades brilhantes foi muito mais trabalhado por Stan Kenton do que pelos seus contemporâneos. Duke era era o exímio compositor e pianista negro surgido no Harlem que já tinha feito muitas experiências com trompetes, usando surdinas para produzir efeitos wah-wah, destacando o lirismo do saxofone, entre outras experimentações. Stan Kenton, por sua vez, foi o músico branco que expandiu os horizontes sonoros do jazz ao insistir no trabalho com as big bands apartir do final da década de 40, justamente apartir da época em que as grandes formações estavam saindo de moda: a sua proposta era, assim como Duke Ellington, trabalhar composições e arranjos com a mesma perfeição e exigência da música erudita. Para tanto, Kenton se inspirava nos grandes mestres da orquestração erudita como Igor Stravinsky: o resultado era sempre uma big band com carga expressionista, mas melodiosa, enérgica e explosiva, com um som mágico cheio de cores, uma idéia que tratou logo de expurgar os clichês do tradicional swing para, assim, expandir o campo do arranjo e colocar proposta do Third Stream, um subgênero do jazz caracterizado pela fusão do mesmo com a música erudita. Para as partes mais intimistas Stan Kenton imprimia traços de um impressionismo na marca de Debussy, trabalhando munuciosamente pra mostrar cada detalhe da música. Não foi a toa que Kenton foi um dos maiores patronos do West Coast, empregando a maioria dos grandes solistas desse reduto. Devido sua habilidade e sucesso com big bands, Stan Kenton sempre pôde se fartar com a colaboração dos maiores solistas que existiram em sua época: Lee Konitz, Bud Shank e Charlie Mariano ao sax; Maynard Ferguson, Conte Candoli e Shorty Rogers ao trompete; Frank Rosolino ao trombone; Shelly Manne à bateria e Eddie Safranski ao contrabaixo - para citar apenas alguns. Neste disco, gravado em 1958 pelo selo Capitol, Stan Kenton tem boas colaborações do trompetista Jack Sheldon, do saxtenorista Bill Trujillo e do altoísta e arranjador Lennie Niehaus, dentre outros músicos do West Coast.

1. Lullabay of Broadway
2. Party's Over, The
3. Baubles, Bangles, And Beads
4. Ev'ry Time We Say Goodbye
5. Whatever Lola Wants
6. Bali Ha'l
7. Hey There
8. Younger Than Springime
9. On the Street Where You Live
10. I Love Paris
11. I've Never Been in Love Before
12. All at Once You Love Her


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