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The Vibe - Roy Hargrove 1992

Eis aqui um disco do mais descolado dos trompetistas da geração Young Lions: Roy Hargrove foi descoberto por Wynton Marsalis quando tinha apenas 17 anos, no final dos anos 80, quando o já consagrado trompetista de New Orleans ministrava um workshop em um colégio no Texas. Wynton percebeu o grande talento do jovem e o convidou pra tocar com ele em um festival que aconteceria alí mesmo no Texas: essa oportunidade levou o jovem ao conhecimento de mestres como Bobby Hutcherson, Dizzy Gillespie, Frank Morgan, Freddie Hubbard e Herbie Hancock que também se apresentaram nesse festival. No mesmo ano antes de completar 18 anos o jovem já estava solando ao lado do saxofonista Frank Morgan em sua turnê pela Europa. Não deu outra: nascia, então, um dos maiores trompetistas do Jazz americano dessas ultimas décadas.

Roy Hargrove lançou seu primeiro disco aos 19 anos em 1990 pelo selo Novus: o Diamond in the Rough. Portanto, The Vibe é ainda um dos primeiros discos de sua carreira gravado pelo mesmo selo: nessa ocasião Hargrove estava com 22 anos e já tinha feito fama e amigos, contando com a colaboração de vários monstros do Neo-Bop como Antonio Hart e Branford Marsalis. Esse disco mostra que não era só sua carreira que se solidificava, mas seu som, seu estilo e sua capacidade em polir pérolas do hard bop com frescor e fluência sem ficar na sombra da ferocidade técnica de Wynton Marsalis. Mas é lógico, esse disco não é como os audaciosos discos oitentistas de Wynton, onde as frases dos membros da banda - especialmente de Wynton, Branford e Jeff "Tain" Watts - eram tão polirítmicas e intrincadas que os críticos se perguntavam onde o trompetista de New Orleans ia chegar com aquela roupagem de resbuscadas harmonias modais e rítmos cada vez mais proliferados (a resposta veio em 1987, quando Wynton abandona aquele estilo e intensifica a sua missão de salvar o Jazz, inspirando-se na tradição dos cornetistas de New Orleans e tocando mais para enfeitar os arranjos do seu novo Septeto do que para mostrar técnica; além de começar a compor numa ousadia que só tem paralelos em obras de Charles Mingus e Duke Ellington, justamente o mestre que mais lhe influenciou nessa empreitada. No entanto, se por um lado os críticos ficaram frustrados com essa mudança abrupta de Wynton, por outro lado tiveram grande surpresas com o surgimento de novos músicos como Roy Hargrove e Michael Brecker, o saxtenorista que só não foi incluído na lista de Young Lions porque, além de ter sido um adepto do Fusion, começou a tocar Jazz já com a idade de 38 anos. Enfim, assim como o saxtenorista Michael Brecker se comportou diante dos novos Young Lions do seu instrumento, Roy Hargrove, apesar de grande defensor da tradição, passou também passou a ser o mais versátil dos novos trompetistas do mainstream moderno, do qual Wynton é considerado o grande líder. Esse disco já mostra a ascendência do jovem Hargrove pelas roupagens "elásticas" e "frescas": o Hard Bop aqui é vestido com um smoothy e funky bem suaves, com composições de Miles Davis, Wayne Shorter e James Willians; a escolha das composições, os fraseados suaves na medida certa de Hargrove e o orgão de Jack McDuff são os que mais contribuem para esse clima intimista. Logo após sua passagem pelo selo Novus, Roy assinou com a Verve, passando a trabalhar com outras roupagens: há até uma verdade literal nisso, já que Hargrove também trocou a elegância dos ternos por vestimentas mais despojadas. Hoje, Hargrove é conhecido não só por ser um grande defensor da tradição, mas por sua versatilidade que lhe permitiu a flertar com o Hip Hop e M-Base, mostrando que sua amizade, gratidão e admiração por Wynton era à parte de sua ousadia, e que essa não englobava esteriótipos.

Roy Hargrove - Trumpet
Branford Marsalis - Sax Tenor
Jack McDuff Organ - Hammond Organ
David "Fathead" Newman - Sax Tenor
Rodney Whitaker - Bass
Marc Cary - Piano
Gregory Hutchinson - Drums
Frank Lacy - Trombone
Antonio Hart Sax - Sax Alto

1. Vibe
2. Caryisms
3. Where Were You?
4.
5. Thang
6. Pinocchio
7. Milestones
8. Things We Did Last Summer
9. Blues for Booty Green's
10. Runnin' Out of Time



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2 comentários:

akirarw disse...

Espero que o Roy esteja realmente bem, pois um amigo tinha um programa de rádio de jazz e mpb em NY nos anos 90 e foi à uma festa na casa do Terence Blanchard, onde também estavam Cassandra Wilson e Steve Coleman e Roy tinha problemas com drogas.

Thiago Coelho disse...

Não consegui fazer o download, o mediafire tá dando pau já faz um tempo :s

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