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The Diverse - Yusef Lateef 1969


Taí mais um disco daquele que foi um dos pioneiros, senão o precursor, da inclusão de instrumentos e sons orientais dentro do Jazz. Tenho pra mim que saxtenorista e flautista Yusef Lateef foi o primeiro a abrir o Jazz para as novas sonoridades da World Music ainda no início da década de 60, bem antes, portanto, das abordagens de John Coltrane, Pharoah Sanders e do Art Emsemble of Chicago, entidades que também trouxeram muitas dessas sonoridades para o Jazz ( nas formas criativas e experimentais). A inquietude de Lateef é conhecida: tocou em big bands (se revelando, inclusive, na big band de Dizzy Gillespie), foi um dos saxtenoristas de grande brilho no bebop e hard bop na década de 50, se converteu ao islãmismo na década de 50 e, já apartir da década de 60, começa a mostrar interesse por novas sonoridades, novas filosofias, bem como o uso de instrumentos diversos e orientais como instrumentos de sopro e flautas diversas da ásia: o rahab, shanai, arghul, koto, dentre outros. Lateef foi ainda o músico que incluiu o fagote e oboé dentro do Jazz e foi um do mais exímios flautistas. Este disco mostra o leque de sonoridades e comprova a inquietude de Yusef Lateef de trabalhar essas sonoridades exóticas dentro da sua música que, apesar de ter sido direcionada para vários estilos do além-jazz, não aderiu ao abstracionismo da vanguarda e prezou por se manter com um alto nível de elaboração orientado dentro das possibilidades do R&B, da Word Music, da filosofia e religião e, mais posteriormente, da New Age, estilo com o qual flertou nas décadas posteriores.Yusef, inclusive, chegou a rejeitar que sua música fosse incuída rigorosamente dentro do rótulo de Jazz, apesar de depois ter dito que a música de sua vida teria sido, sim, o Jazz e não outra.

Neste disco, gravado em 1969/70 pela Atlantic, Yusef trabalha com estilos afro-americanos populares fundindo-os com suas influências orientais: ultiliza o gospel, a soul music e o R&B (a música pop dessa época), ultiliza vários desses instrumentos exóticos, usa o grupo vocal Sweet Inspirations e interage com um quarteto de cordas na faixa intitulada "Chandra". Não chegou a ser o mais memorável de seus discos como o "Eastern Sounds" (disco de 1961,um dos seus primeiros discos a usar essas novas sonoridades), mas traz, aí, lindas interações com sons de tambores, percussão, instrumentos orientais e flautas (notem o uso peculiar da voz e do sopro na flauta na faixa "Eboness"); tem a participação de músicos como o pianista e tecladista de R&B Richard Tee, o grande contrabaixista Cecil McBee, o mestre das congas e tambores Ray Baretto, o grande baterista Bernard Purdie (considerado um dos pais do Acid-Jazz) e o já citado coral de vozes; enfim, este disco compensa pela linda sonoridade do do sax tenor e pelas excentricidades exóticas desse grande mestre e filósofo do Jazz que influenciou outros saxtenoristas como John Coltrane, Pharoah Sanders e muitos outros músicos apartir da década de 60. Portanto, é um dico de grande beleza, daqueles pra se ouvir na calada da noite ou em qualquer momento de sossego e relaxo. Este disco foi reeditado pela Rhinos numa extensão que junta as quatro faixas do LP original com as faixas de sua Suíte 16. Aqui se encontra a versão ramasterizada do LP, ou seja, as 4 faixas do LP original.

1 - Live Humble Lateef
2 - A Long Time Ago Lateef
3 - Eboness Brooks
4 - Chandra

Baixar Álbum - Download


2 comentários:

Zer0_II disse...

Gracias por toda la gran música. He agregado su blog a mi directorio del blog situado en http://music-bloggers.blogspot.com No es necesario ser enumerado, pero si usted podría ligarse de nuevo a mi blogroll de una cierta manera yo apreciaría grandemente. Gracias de nuevo por la música que usted proporciona

Albino Cheganças Junior disse...

Muito bom! Ótima dica!

Álbum perfeito para se ouvir jogando Tomb Raider. Deu muita vontade de ser arqueólogo e desbravar o mundo e suas "relíquias musicais". haha

Vagner, você sabe quem faz os vocais femininos?

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