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Improvisação Livre: novos sites, novos circuitos, novas gravações e o surgimento de um cenário de improvisadores!!!

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Como eu bem cheguei a revelar em um dos nossos recentes programas de podcast (vide a seção de RADIO & PODCAST  no topo do blog), a arte da livre improvisação vem ganhando novos interessados no Brasil -- principalmente em São Paulo, Porto Alegre e Recife. Pois bem, está no ar o Improviso Livre um novo site especializado na arte da improvisação livre -- talvez um dos primeiros e únicos portais informativos do gênero. A iniciativa é dos improvisadores Diego Dias e Gustavo Muccillo Alves, músicos de Porto Alegre e membros da banda JamaisFomosModernos.


O Improviso Livre fala da cena de músicos sulistas, mas não só. Por intermédio de verdadeiros intercâmbios -- seja através de discussões no Facebook ou através de visitas a São Paulo -- Diego e Gustavo também tem incluído no site os acontecimentos do cenário paulista e paulistano: apresentações de novos improvisadores do Circuito de Improvisação Livre de São Paulo, lançamento de discos, shows e afins. O site também traz resenhas sobre os grandes álbuns que marcam a recente história da improvisação livre, abordando criadores como Evan Parker, Peter Broztmann, John Zorn e seus similares. Confira clicando na imagens ao lado, do legendário álbum Topography of the Lungs!!!


Também, está acontecendo um movimento bem interessante formado por músicos que atuam com a livre improvisação aqui em São Paulo. Trata-se do Circuito de Improvisação Livre, com site também no ar, o SP Impro. O circuito se dá através da produção e realização de performances de Improvisação Livre, viabilizando espaços de interação musical aos interessados nesta arte. O Projeto em andamento preza pelo desenvolvimento de um grupo de trabalho que atua no exercício e na divulgação da arte da Improvisação Livre, tendo, além de apresentações espalhadas por casas e clubes da cidade, encontros regulares no Tendal da Lapa (sala5 - todas as quintas feiras), na Rua Guaicurus, 1.100 - Lapa - São Paulo. Clique na imagem abaixo para acessar e ficar por dentro dos concertos!!!

Masada em São Paulo: A Cusparada ao estilo "Klezmer a La Zorn"!!!

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Existem algumas coisas negativas que acontecem em shows de jazz que não são exclusividade brasileira, mas aqui, num país onde as pessoas costumam ver Kenny G como um ícone do jazz -- e é por isso que colei aqui o álbum paródico Kenny G meets John Zorn, do poeta Kenneth Goldsmith e do compositor de música eletroacústica Jonathan Zorn --, essas coisas acontecem da forma mais fanfarrona e bizarra possível. Enfim..., esses shows de jazz e livre improvisação estão cheios de pessoas medíocres e esnobes que só vão para exibir seu status e sua aparência nerd, cool, geek, hype e indie, mas que nem sabe os nomes dos músicos que vão ouvir, quando mais o que é jazz  ou o que é improvisação livre, ou seja, estão naquele ambiente mais como um exercício de se manterem "descolados" e não como um amante da arte. Quer dizer..., nada contra as pessoas exibirem sua aparência cada um ao seu gosto, mas isso não faz delas humanos especiais, concordam? E também faço uma ressalva para aquelas pessoas que vão ao show justamente para entrar em contato com algo que ela não conhece -- isso já é uma busca ousada. O problema é que existem os medíocres. O problema é que, além de existirem os medíocres tímidos, também existem os medíocres espalhafatosos, a grande maioria dentro desta espécie de gente. Quem já leu um pouco das biografias de músicos de jazz já sabe quais os tratamentos que alguns músicos davam a determinados tipos de público. Miles Davis tocava virado de costas para o público branco racista e preconceituoso. Keith Jarrett é capaz de abandonar um concerto no ato se ele cismar que o piano não está legal ou que o público não está se comportando de forma educada. Agora, pergunto: e John Zorn, talvez o mais "subversivo" dos últimos grandes criadores musicais, o que é capaz de fazer se tiver algum descontentamento com o público? Bem...sigamos e veremos à frente:

First Listen - O compositor polônes Krzysztof Penderecki com o guitarrista inglês Jonny Greenwood, da banda Radiohead!!!

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Dando umas olhadas nas novidades do Portal da National Radio Public (NPR, a radio pública americana), encontrei, na seção "first listen", um interessante e recentíssimo projeto colaborativo entre duas grandes -- e, afinal, díspares -- legendas da música contemporânea: trata-se do álbum que o importantíssimo compositor erudito polônes Krzysztof Penderecki acaba de lançar em parceria com o  guitarrista inglês  Jonny Greenwood, que é o cérebro por detrás da banda Radiohead e um grande fã da música erudita moderna e contemporânea!!! Em 2011, Greenwood já havia participado de um concerto com Penderecki no festival polonês Sacrum Profanum. Agora, em 2012, a excelente gravadora Nonesuch acaba de disponibilizar o fruto dessa parceria, que pode ser apreciado gratuitamente na íntegra na seção "first listen" da página "classical" da NPR. O disco contém duas releituras das já célebres peças de Penderecki, que são Polymorphia e Threnody for the Victims of Hiroshima (essa composta em memória das vítimas da Bomba de Hiroshima), e duas inéditas de Greenwood, que são Popcorn Superhet Receiver (inspirada em Threnody) e 48 Responses to Polymorphia (respostas à Polymorphia original) -- e, fazendo um link com um projeto anterior, alguns elementos de Popcorn apareceram na trilha sonora que Greenwood compôs para o filme "There Will Be Blood". As peças são interpretadas pela orquestra de cordas Polish AUKSO Orchestra, sob regência do próprio Penderecki e do maestro Marek Mos. É muito interessante conferir o talento composicional de Greenwood. Interessante, também, é conferir como que Penderecki sabe fazer uma orquestra de cordas -- violinos, violas, cellos e contrabaixos -- soar extremamente atonal, ruidosa e rica de efeitos cacofônicos e timbrísticos. Aliás, esse post da NPR me deu uma excelente idéia: escrever um post aqui sobre as andanças desse grande colosso da música erudita chamado Krzysztof Penderecki. Um dos mais importantes nomes da música ainda vivo, Penderecki já lançou obras seminais para a música erudita do século XX, já escreveu célebres trilhas sonoras e também já lançou trabalhos  em parceria com improvisadores e músicos de jazz (como o trompetista Don Cherry, por exemplo). Em breve escreverei sobre ás várias facetas do compositor polonês -- aguardem!!! Para se dirigir à pagina de onde se pode ouvir o novo álbum de Penderecki com Jonny Greenwood, clique sobre a imagem acima!!!

Improvising with Numbers: cinco grandes álbuns de música erudita contemporânea gravados no início do século 21 (parte 2)

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John Adams
A música nem sempre avançou nos mesmos moldes de complexidade e sofisticação que a artes plásticas, mas delimitar as características estéticas do que se ouve é sempre mais difícil do que delimitar as características estéticas do que se vê: observar os traços de uma tela de Picasso e entender que aquilo é cubismo porque trata-se da construção ou desconstrução das formas através da geometria é mais fácil -- até por ser algo visualmente perceptível -- do que compreender o porquê do álbum Out to Lunch, de Eric Dolphy, soar atonal, estranho e especialmente timbrístico e ruidoso -- isto é, quero dizer que a música necessita de uma maior capacidade de fruição sensorial por parte do apreciador. Essa dificuldade de esmiuçar e classificar a música fica ainda mais evidente quando o assunto é música erudita moderna ou contemporânea, onde a evolução heterogênea da arte musical advém -- e, por ora, se desapega -- de um exercício quase milenar: isto é, a liberdade de criação atualmente instaurada pressupõe que um mesmo compositor erudito contemporâneo possa usar um arsenal de técnicas e elementos compositivos que podem vir desde o barroco, passando pelo romântico, passando pelo modernismo do século 20, passando pela música minimalista, até englobar outras influências fora do universo erudito como o jazz, a música oriental, o rock, a pop music, o hip hop e etc, o que deixa esse tipo de música extremamente difícil de ser categorizada -- aliás, o negócio para quem não quer essa complicação é apenas ouvir; ouvir sem querer classificar ou rotular essa mistura de estilos e elementos. Para isso, existem os pesquisadores e críticos de música: para classificar, tentar explicar a música de uma forma metódica, didática, facilitada ao apreciador leigo que se interessa em conhecer os elementos da música, de forma que ele possa saborear melhor os ingredientes existentes nas várias estéticas musicais. No entanto, vivemos uma fase tão confusa em termos criativos que até para o crítico e pesquisador está difícil compreender quais movimentos e quais compositores são os divisores de águas da música erudita contemporânea. Talvez daqui a 30 anos venhamos começar a compreender quais caminhos essa música está tomando agora -- digo: nessas primeiras décadas do século 21. Por enquanto, o que sabemos é que estamos vivendo uma era chamada de pós-moderna -- que teria começado com a música minimalista nos anos 70, após o esgotamento dos experimentalismos levados a cabo pelos modernistas do século XX: falo transformações como dodecafonismo, serialismo integral, eletroacústica, música espectral e etc -- onde músicos e compositores experimentam misturas as mais diversas sem se importar com classificações ou delimitações estéticas -- unem passado, presente e aspirações futuristas numa orgia orgânica de elementos em recortes: é o que já fizeram Luciano Berio, Philip Glass, John Adams, Frank Zappa, John Zorn, Magnus Lindberg, Wynton Marsalis, entre outros. Dito isso, sigo, aqui, com mais um post da série "Improvising with Numbers" fazendo uma amostragem de cinco álbuns de música erudita contemporânea gravados neste início de século -- lembrando que já há um post anterior dessa série onde eu  postei uma primeira parte com cinco indicações de álbuns de música erudita composta neste início de século. A intenção com esses posts não é apenas mostrar um número temático de registros musicais, mas a principal intenção é mostrar que, assim como o jazz está evoluindo através de novos e inovadores registros, a música erudita também está evoluindo da mesma forma, ainda que a passos mais curtos e com um público mais elitista, em sua maioria -- aliás, a intenção mesmo é democratizar o acesso à informação sobre o que está acontecendo com essa música a qual tão poucas pessoas tem acesso: basta ver, por exemplo, que no Brasil praticamente não temos programas que dêem ênfase para a música contemporânea nos nossos teatros, conservatórios, universidades, canais de rádio e TV e etc. Mas como sabemos que a música erudita não parou em Schoenberg e Stravinsky, sigamos!

Radio Farofa Moderna: As várias faces do saxofonista e compositor John Zorn... Ouça!!!

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Vira -e-mexe estou falando de John Zorn por aqui (clique na tag "john zorn" no final do post). Mas como o mês que vem o vanguardista saxofonista e compositor americano vem ao Brasil para trazer suas canções judaicas com temperos de jazz e experimental music, tratei logo de criar uma playlist do gajo na nossa sessão de RADIO & PODCAST. Os comentários a seguir são do próprio Zorn e do jornalista e blogueiro Fabrício Vieira, que está postando algumas das doideras do mestre lá no blog Free Form, Free Jazz. Não deixe de conferir tudo isso!!!

“Musicians don’t think in terms of boxes. I know what jazz music is. I studied it. I love it. But when I sit down and make music, a lot of things come together. And sometimes it falls a little bit toward the classical side, sometimes it falls a little bit towards the jazz, sometimes it falls toward rock, sometimes it doesn’t fall anywhere, it’s just floating in limbo. But no matter which way it falls, it’s always a little bit of a freak. It doesn’t really belong anywhere. It’s something unique, it’s something different, it’s something out of my heart.” (John Zorn).

"...Aos 58 anos, o saxofonista norte-americano já deve contar com mais de 150 álbuns editados, em projetos tão variados que oscilam entre (ou misturam) sonoridades vindas do jazz (free, bop, improv), do rock (grindcore, RIO, punk), da cultura judaica (klezmer), eletroacústica, erudito, improvisação livre, trilha sonora etc. Tanto que se alguém provar apenas de uma ou outra de suas mais relevantes criações – Masada (que tem diferentes encarnações com resultados díspares), PainKiller, Cobra, Naked City, ‘Film Works’, ‘Game Pieces’, ‘Chamber Music’, discos solistas, parcerias com free improvisers vários–, terá somente uma impressão parcialíssima de sua obra, que teve seus primeiros registros em 1973..." OUÇA ZORN na nossa sessão de RADIO & PODCAST!!!

John Zorn e seu Projeto Masada pela primeira vez no Brasil: no Cinejóia, em SP!!!

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clique na foto para acessar informações sobre John Zorn e o show com o Masada

O "progressive jazz" de Stan Kenton, o mago inovador das big bands!!!

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Poucas coisas são tão agradáveis do que ouvir as trilhas metálicas de Stan Kenton depois de um certo tempo de desapego do tradicional swing jazz. Caso estivesse vivo, Stan Kenton teria completado 100 anos. Baseado neste centenário, o Jazz at Lincoln Center, de Wynton Marsalis, fará uma homenagem ao mago das orquestras de jazz que começou a incendiar as paradas já a partir dos anos 40. Por sua vez, o blog A Blog Supreme do Portal da NPR (National Public Radio, EUA) publicou um interessante post que recorda a carreira do bandleader e arranjador em cinco faixas de áudio de cinco respectivos discos da sua discografia -- quem lê em inglês com certeza desfrutará de boas informações e observações dispostas no post. Stan Kenton -- eu já falei um pouco dele aqui, onde vocês podem até baixar um álbum seu -- foi um dos mais inovadores chefes de orquestras da história do jazz, sendo, também, um dos pioneiros da estética "third stream": seus arranjos eram influenciados pela orquestração exuberante de Stravinsky e outros mestres da música erudita; sua orquestra, quase sempre explosiva, as vezes expressava uma delicadeza ímpar claramente advinda das idéias impressionistas de Debussy; em seus arranjos ele se mostrava um obcecado pelo brilhantismo dos metais, as vezes exagerando no número de trompetes ou nos efeitos com notas agudas impressos pelos mesmos...-- e por consequência desses e doutros elementos idiossincráticos, seu jazz, que ele chamava de "progressive jazz", foi muitas vezes taxado de não dispor de swing e de ser por demais pretensioso, o que era mais provocação do que verdade. Mas Kenton, que estava mais interessado em experimentar novos efeitos orquestrais do que produzir música de swing para dança, seguiu adiante até a década de 70 com sua concepção única. Abaixo o link para quem quiser ouvir as cinco faixas dispostas pela NPR.

Podcast - Perfil: o freebop rasante de Eric Dolphy, o pioneiro do avant-garde jazz que se inspirava em Charlie Parker e Edgar Varèse...

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Olá senhoras e senhores! Sejam bem vindos a mais um podcast da série Perfil, onde apresento o perfil de ninguém mais ninguém menos que Eric Dophy, mestre da flauta, clarineta e saxofone alto. Abaixo, estão relacionados os álbuns que usei para delinear a personalidade do músico que foi um grito no cenário vanguardista americano dos anos 60, o músico que popularizou o uso do clarinete-baixo (o chamado clarone), o músico que lançou o Out to Lunch, um dos álbuns mais intrincados e sofisticados da história do jazz...Caso tenham a capacidade de ouvir música moderna sem enjoar, apreciem este podcast e outros registros da obra de Dolphy, sem moderação!!!

Iron Man (1963)

The Illinois Concert (1963)

Out There (1960)

Eric Dolphy In Europe Vol. 1 (1961)

The Quest (with Mal Wadron, 1961)

Far Cry (with Booker Little, 1960)

Hot And Cool Latin (1959)

Other Aspects (1960)

Out to Lunch (1964)


O trompete pirotécnico de Peter Evans: o elo contemporâneo entre Wynton Marsalis e Evan Parker...

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Nem o ousado jazz tradicionalista de Wynton Marsalis, nem as interessantes investidas ecléticas de Dave Douglas e nem o agradável jazz meio neo-soul de Christian Scott... Neste atual momento do gênero jazz, as investidas mais ousadas e inovadoras levadas a cabo por um trompetista são as de Peter Evans, improvisador virtuoso que representa um novo panteão de jovens músicos vanguardistas tais como a guitarrista Mary Halvorson, os trompetistas Nate Wooley e Taylor Ho Bynum, o saxofonista Jon Irabagon, o contrabaixista Moppa Elliott, a violinista Jessica Pavone, os bateristas Weasel Walter e Kevin Shea, entre outros. Mas Peter Evans, formado pelo legendário Conservatório de Oberlin (Oberlin Conservatory of Music), não se coloca na condição limitante de um "jazzista", propriamente dito; tampouco se limita a ser apenas um improvisador livre: talvez, a condição que mais lhe caiba, apesar dele estar inserido no roll de jazzistas já bem relacionado pelos holofotes especializados, é a de um explorador dos limites do trompete sob as mais variadas formas de arte musical: ele está criando um discurso contemporâneo que transverte elementos, elementos que vão da música erudita (do barroco ao moderno) ao jazz (do bebop ao freejazz), do noise (exploração de ruídos) à música eletroacústica. Dito isso, alguém poderia dizer: "Aaah, essas misturas de jazz, erudito e música eletrônica já são um ponto de referência tarimbado dentro da recente história da música pós-moderna, e nem sempre elas surtiram efeitos concretos e resultados definitivos". Mas lhes asseguro que com Peter Evans e seus pares essas "misturas" não são apenas "misturas esfareladas" a esmo, são misturas destiladas, sintetizadas e agora homogeneizadas em um discurso coerente, um discurso que, ao casar requinte técnico com liberdade, é capaz de se estabelecer como uma das principais linguagens, um dos principais pilares estéticos do jazz contemporâneo -- e pensando unicamente no discurso musical de Evans, há um respeito muito grande pela tradição jazzística embutido aí no meio, o que lhe dá ainda mais credibilidade frente à comunidade jazzística novaiorquina.

Podcast - Free Jazz e Improvisação Livre em São Paulo: o surgimento de um novo cenário de improvisadores...

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Olá galera, depois de mais de um ano sem editar um novo programa para o nosso Podcast Farofa Moderna, trago-vos um inédito  falando do novo cenário de músicos de improvisação livre de São Paulo -- sejam bem vindos, pois, a mais um programa comentado aqui no blog. Leiam e ouçam!

Rômulo Alexis

Flavio Lazzarin, João Ciriaco, André Calixto
Marcos Moreira Motta
Rubens Akira
Alex Dias

Biaggio Vessio

Flavio Lazzarin, Luiz Galvão

Mnstr Combo: participações de Flávio Lazzarin (bateria, percussão), Rubens Akira (bateria, trompete, clarone), Vagner Pitta (violino), Renato Atunes (cello), Alex Dias (contrabaixo), João Ciriaco (contrabaixo), Luiz Galvão (guitarra), Romulo Alexis (pocket trumpet), Thiago Salas, entre outros...

Duo Flac: Flávio Lazzarin (bateria, percussão), André Calixto (sax e clarineta)

Aparelho AntiTerror:  Alex Dias (contrabaixo), João Ciriaco (contrabaixo) e Flávio Lazzarin (bateria e percussão)

Mnemosine 5: Biaggio Vessio (guitarra), Romulo Alexis (pocket trumpet), Vagner Pitta (violino), Luiz Gubeissi (contabaixo) e Marcos Moreira Motta (bateria).


Mnemosine Five na Casa Pelada: o universo da música abstrata, da música de sons puramente improvisados!!!

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Foi em Maio de 2011 quando comecei a participar, por intermédio dos incentivos do amigo Rubens Akira, das oficinas de improvisação livre do Centro Cultural São Paulo -- lembro, antes, que a apresentação do improvisador Ken Vandermark em Setembro de 2010 (ano que em que vi e conversei com vários músicos do jazz internacional) me foi fundamental para que eu me encorajasse a conhecer ainda mais profundamente esse universo musical mais restrito: o da música abstrata, o da música composta de sons puramente improvisados. Além de todo o aprendizado com grandes improvisadores nacionais e internacionais -- Marcio Mattos, Panda Gianfratti, Thomas Rohrer, Phil Wachsmann, Hans Koch, John Russell, entre outros -- essas oficinas possibilitaram o surgimento de verdadeiras amizades e parcerias entre músicos de várias áreas, mas todos iniciantes na arte da improvisação livre. Pois bem. Já no mês de Julho, a convite do guitarrista Biaggio Vessio, eu e mais três camaradas formamos um quinteto de improlivre, que alguns meses depois se chamaria Mnemosine 5. Começamos a tocar com o intuito de que a banda evocasse vários elementos musicais em suas composições instantâneas, criando peças de forma totalmente livre e sem pré-determinações, apenas com ingrediente diversos dispostos em nossa bagagem musical: técnicas extendidas (técnicas não convencionais de usar os instrumentos), frases livres no âmbito do free jazz, rítmos brasileiros, música minimalista, psicodelia, camadas harmônicas entre música tonal e atonal, efeitos timbrísticos e influências do movimento europeu da free improvisation são alguns desses ingredientes. Realizamos uma dezena de ensaios nos estúdios da Rua Teodoro Sampaio e quando vimos que havíamos formado uma identidade em torno da banda, fomos a um estúdio legal de um camarada na Móoca para documentar nossa música. Em Setembro e Outubro interrompemos nossos ensaios por causa da viagem de alguns dos nossos amigos (alguns dos quais participaram das oficinas do CCSP) para a Holanda -- entre eles Akira e Romulo Alexis, que é o nosso trompetista --, mas a banda retomaria seus intuitos logo depois. O final do ano chegou e as agendas apertaram, não dando tempo para que a Mnemosine 5 fizesse seu primeiro show de estréia. Mas, enfim, agora no dia 21 de Janeiro de 2012 nós -- eu no violino, Biaggio Vessio na guitarra, Romulo Alexis no trompete, Marcos Moreira Motta na bateria e Alex Dias no contrabaixo -- finalmente realizaremos nosso primeiro show a um público -- e o lance será revelar nossas excentricidades e usar nossos instrumentos da forma (ou das formas) mais fora do convencional possível! O concerto se dará às 19 horas na Casa Pelada que fica localizada no bairro da Saúde, na Rua Guararema, número 442! Estaremos no local às 17 horas para recepcionar os amigos presentes e tomar aquele drink antes da nossa epifania sonora! Quem tiver disponibilidade e sentir vontade de sentir uma vibe diferente, apareça!!!

Podcast - Perfil: a magnífica trilha do pianista Horace Silver, do hard bop ao jazz-funky !!!

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Horace Silver Trio (1953)
Horace Silver with Jazz Messengers (1954)
6 Pieces of Silver (1956)
Blowin' the Blues Away (1959)
Song for My Father (1964)
The Jody Grind (1967)
Serenade to A Soul Sister (1968)
It's go to Be Funky (1993)
Hardbop Grandpop (1996)

Olá colegas! Sejam bem vindos a mais um programa do nosso Podcast Farofa Moderna. Este episódio, que foi ao ar originalmente em meados de 2010 quando eu andava a escrever um blog no Portal MTV, trata da grande contribuição do pianista e compositor americano Horace Silver para o jazz no período do hardbop, iniciado em meados dos anos 50, até o desabrochar do jazz-funky e do soul jazz nas décadas de 60 e 70. Na verdade, o próprio Silver foi um dos fundadores do estilo de jazz conhecido como hard bop quando se associou com o baterista Art Blakey para formar, em 1954, o lengendário The Jazz Messengers, provavelmente a maior banda e "escola" da história do jazz. Mas o hard bop foi apenas um início para Horace Silver... Acima está a seleção de discos abordados neste podcast. Ouçam!

Outros Excelentes Sites Informativos (mais sites nas páginas de mídia e links)