Chamar alguns revolucionários da história da música de gênios, às vezes pode soar um tanto redundante -- mas eu, particularmente, adoro a adjetivação e a redundância, pois trata-se, nada mais, de uma forma de saciar nossa vontade de louvar a arte e de incitar a curiosidade da pessoa mais indiferente. O genial pianista, compositor e bandleader George Russell apesar de ter presenciado várias etapas do jazz a partir do bebop, destacou-se mesmo no período tardio do post-bop, onde lançou trabalhos que são verdadeiros estudos do cromatismo jazzístico e da ecleticidade. Na verdade, ele foi o verdadeiro introdutor do chamado jazz modal e, assim como Charles Mingus, um dos pioneiros das composições extendidas dentro do jazz e, portanto, é um dos maiores gênios e inovadores do gênero, ainda que seu nome não seja tão disseminado quanto deveria. Nascido em 1923 e aventurando-se inicialmente como baterista em sua adolescência, em meados dos anos 40 ele muda-se de Cincinnati para Nova Iorque, onde começa a tocar com Benny Carter e passa a frequentar as reuniões que ocorriam no apartamento do arranjador Gil Evans: o círculo de músicos modernistas incluíam Miles Davis, Gerry Mulligan, Max Roach, Johnny Carisi, Charlie Parker, os membros do Modern Jazz Quartet, dentre outros. Posteriormente, por causa de complicações na saúde, Russell mudaria da bateria para o piano -- recusando até mesmo um convite para ser baterista de Charlie Parker --, dando mais ênfase no aprendizado do arranjo e, posteriormente, se destacando mais como um bom compositor do que como um instrumentista virtuoso (um pré-requisito para ser um instrumentista de sucesso dentro do círculo de músicos do bebop). Não à toa, ele começou a ser contratado para escrever e arranjar peças para diversos músicos de renome: é dele, por exemplo, o tema Cubano Be / Cubano Bop, estreado em 1947 pela orquestra de Dizzy Gillespie e Chano Pozo no Carnegie Hall e tido como a primeira fusão de ritmos afro-cubanos com o jazz. Dois anos mais tarde ele também chamaria a atenção com a peça Bird in Igor's Yard, gravada pelo exímio clarinetista Buddy DeFranco: trata-se de uma notável fusão de elementos oriundos do mestre da música erudita moderna e contemporânea Igor Stravinsky com as frases oriundas do dialecto do bebop inventado por Charlie Parker.
Tuomo Uusitalo: Homecoming
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Tuomo Uusitalo has spent much of his musical life discovering how far a
piano can travel without forfeiting its center of gravity. Born in Tampere
and tra...
Há 21 horas


