BandCamp - Música Independente!
Bandcamp!
Site do Vagner Pitta: Acervo de jazz: discos e fotos!
Site do Pitta
Siga-nos no twitter: dicas, vídeos, links gerais sobre música!!!
Twitter/Siga-nos!
Confira todos os links que indicamos no Farofa Moderna Links!
Best Albums
Facebook do Vagner Pitta
Grupo no Facebook
Last.Fm - Playlists de Vagner Pitta
last.fm - Playlists
Confira nosso acervo de vídeos!!!
Great Videos!
contato.vagnerpitta@hotmail.com
OBS: Produtores, músicos, escritores e outros que quiserem divulgar no Blog Farofa Moderna, consultem nossas políticas na página ABOUT US e contate-nos.
Para uma melhor visualização do blog, use o navegador Google Chrome/To better view the blog, use the Google Chrome browser

Welcome to Blog Farofa Moderna! Search bellow:

Highlights: ensaios, lançamentos, curiosidades, posts mais lidos e etc

Música Erudita!
Eric Dolphy
Eletronic+Jazz!
London Improvisers
Hamilton de Holanda
Mario Pavone
Lançamentos!
Max Roach!

Views since May/ 2010

Translate

Mostrando postagens com marcador Mal Waldron. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mal Waldron. Mostrar todas as postagens

The Quest - Mal Waldron w/ Eric Dolphy, Booker Ervin & Ron Carter (1961)

3 Comentários
Waldron: o grande parceiro de Steve Lacy, Marion Brown, Eric Dolphy...

The Quest, gravado em 1961 pelo selo New Jazz, também emitido pela Prestige - liderado pelo pianista Mal Waldron, com participações fenomenais de Eric Dolphy, Booker Ervin e Ron Carter - é mais um desses clássicos raramente mencionados nas lista emitidas pelos críticos e experts do jazz. Trata-se, no entanto, de um registro que é capaz de provocar êxtase e histeria através do conjunto de qualidades que ele dispõe. Aliás, este registro já mostra ser interessante antes mesmo da audição, a partir do momento em que lemos, em sua capa, a ficha técnica constituída de um estelar sexteto de configuração inusual com Mal Waldron no piano, Eric Dolphy revezando no sax alto, clarone e clarineta, Booker Ervin no sax tenor, Ron Carter no violoncelo, Charlie Persip na bateria e Joe Benjamim no contrabaixo. Porém, o que faz valer a atuação desse peculiar e estelar sexteto são as lindas e exóticas composições de Mal Waldron: pianista dos mais influenciados pelo exotismo de Theloniuous Monk, suas composições variam em andamentos e rítmos de um hard bop tortuosamente e ligeiramente suingado (como em Status Seeking e We Diddit), de baladas doces e sentimentais (como em Warm Canto, com Dolphy na clarineta, e Duquility, com Carter no violoncelo) até rítmos mais peculiares como a valsa (vide Fire Waltz) e um angular 5/4 com sombreamentos harmônicos bluesy e suavemente atonais(vide Warp and Woof). Por fim, o talento e peculiaridade de cada músico presente acabam por justificar o êxtase: as angulares e ligeiras frases parkerianas de Dolphy (com um bop já querendo ser free), a habilidade e lirismo do sax tenor de Booker Ervin (com um "quê" coltraneano), o swing e as acentuações do eficiente beat de Charlie Persip (que demonstra domínio completo do rítmo, além de improvisar um solo arrebatador em We Diddit) e o desajeito do violoncelo de Ron Carter em improvisos mais rápidos, em contrapartida do seu lirismo nas baladas. Mal Waldron, por sua vez, atua mais na supervisão das sessões e nos sombreamentos harmônicos como um sereno acompanhante do que propriamente como um solista virtuoso.

Click here for download
1 .Thirteen
2. Duquility
3. Status Seeking
4. Warp And Woof
5. Warm Canto
6. Fire Waltz
7. We Diddit

Mal Waldron - piano, composer
Eric Dolphy - alto saxophone, clarinet and bass clarinet
Booker Ervin - tenor saxophone
Ron Carter - cello
Joe Benjamin - bass
Charles Persip - drums


É preciso lembrar mais de Mal Waldron, esse que foi um dos mais peculiares pianistas do período do post-bop e do free jazz dos anos 60 e 70. Além de grande compositor e de ter um peculiar modo de improvisar -- claramente endividado com Monk, diga-se de passagem --, Waldron foi um dos grandes session mans do jazz, tendo registrado consistentes parcerias com Steve Lacy, Jeanne Lee, Marion Brown, Archie Shepp e Johnny Dyani. Como sideman, além de ter sido o ultimo dos pianistas a acompanhar Billie Holliday antes de sua morte (entre os anos de 1956 a 1959), Waldron também foi um regular colaborador de Charles Mingus (vide Pithecanthropus Erectus de 1956 e Blue Roots de 1960), John Coltrane (vide Dakar de 1963), Max Roach (vide It's Time de 1962) e Eric Dolphy (vide At The Five Spot Vol. 1 de 1961). Assim como Lacy, seu grande amigo, Mal Waldron passou a explorar o território europeu a partir de 1965 e, em 1969, gravou o álbum Free At Last, o primeiro registro realizado pelo legendário selo alemão ECM. Incansável, Waldron trabalhou sem parar até meados dos anos 90, tendo registros editados até sua morte, em 2002.

The Newest Sound Around - Jeanne Lee & Ran Blake 1961

0 Comentários


Eu nunca fui adepto às baladas, apesar de que, em alguns momentos de solidão ou com uma boa companhia, nunca descartei a possibilidade de deixar uma música melodiosa e indentificável pairando no ar enquanto leio um livro, enquanto tento enganar uma moça ou enquanto me perco em meio aos pensamentos mundanos (risos). As baladas, em geral, carregam, por sí só,  o estigma da ascendência comercial pelo fato de serem mais indentificáveis e, aparentemente, terem a simples missão de criar um fundo sonoro para o ouvinte. No entanto, as baladas só mostram serem simples, mas não são. As baladas têm um grande grau de dificuldade porque exige que o músico seja bom intérprete: e interpretação também exige certos adereços artísticos como a sutileza, exige técnica, dinâmica musical e muita sensibilidade e expressão. Poucos músicos - que são virtuoses ou grandes improvisadores - conseguem ser bons intérpretes de baladas.

Sendo as baladas o assunto, indico-lhes aqui um disco interessante nesse aspecto: The Newest Sound Around de 1961. Trata-se de um duo com o pianista Ran Blake e a jazz singer Jeanne Lee (e aí estão dois músicos "unsung heroes", ou seja, dois músicos interessantes que raramente são lembrados). Apesar desse disco ser de standards e canções conhecidas do song book americano, um pouco da atenção do ouvinte é necessária para constatar algumas nuances peculiares: o uso de espaços vazios fazendo do siêncio um ingrediente da música, algumas leves dissonâncias nos acordes do piano de Ran Blake que acaba dando um contraste com os acordes mais doces e claros, a voz sem vibrato quase sempre sussurrada de Jeanne Lee que algumas vezes paira sozinha sem acompanhamento, o uso requintado das dinâmicas partindo do pianíssimo até o forte ou das notas graves até as notas agudas do piano, entre outras características que dão à esse disco um leve toque de contemporaneidade, apesar de ser um disco gravado em 1961 que celebra a tradição. As faixas que são mais estranhas aos standards tradicionais são "Church on Russell Street" do próprio Blake, "Vanguard da própria Jeanne Lee e "Where Flamingos Fly" de Van Morrison. Destaque também para a faixa Evil Blues que tem a colaboração do contrabaixista George Duvivier.

Saiba mais sobre Jeanne Lee
Jeanne Lee é uma cantora peculiar do mesmo porte que suas contemporâneas Nina Simone e Abbey Lincoln, sendo, talvez, a mais indentificada com a vanguarda que já começava a dar as caras em meados dos anos 50. Jeanne começou sua carreira no final dos anos 50, tendo Ran Blake como seu inseparável pianista desde os tempos da universidade, sendo que esse disco The Newest Sound Around de 1961 foi premiado com o prêmio RCA Album First Prize in Germany em 1963, dando à dupla a oportunidade de realizar uma turnê européia nessa época. Além dessa parceria com Blake, Jeanne Lee também gravou o disco After Hours lado do grande pianista Mal Waldron em 1994 ( outro grande admirador da cantora é o saxofonista Joe McPhee, como se pode ver em seu site).

Já Ran Blake é um peculiaríssimo pianista da vanguarda que ficou conhecido por suas preferências ao ramo do "Third Stream" e seu fluxo entre a técnica pianística de um Oscar Peterson e o cool minimalista de um Bill Evans, assim como alguns dos seus contemporâneos como John Lewis e Gunter Schuller. Bem antes de pianistas como Keith Jarrett que dão um tratamento especial ao piano, Blake já era um dos pioneiros no enfoque do piano solo, chegando a gravar discos interessantes nessa forma, alguns dos quais: Blue Potato (Milestone, 1969); Third Stream Today (Golden Crest, 1977); Film Noir (Novus, 1980); Duke Dreams (Soul Note, 1981). Ran Blake também já colaborou em duos com Anthony Braxton lançando o disco A Memory of Vienna (Hatology, 1988) e com o grande saxofonista Clifford Jordan com o qual lançou, Masters From Different Worlds (Mapleshade, 1989).



Outros Excelentes Sites Informativos (mais sites nas páginas de mídia e links)