Os brasileiros adeptos aos sons mais fusionistas e progressivos, no que diz respeito à revolução musical advinda da exploração -- livre, interativa e composicional -- das várias sonoridades instrumentais possibilitadas pelo aparato parafernálico que os anos 70 revelou, não podem se queixar da falta de um material que represente o pioneirismo tupiniquim nos campos da música experimental e de fusão: além da música revolucionária de Hermeto Pascoal -- o 'sumo sacerdote', o 'mago', o 'bruxo' da música criativa brasileira --, pelo menos três grupos, dentre os tantos, são obrigatórios nas estantes dos amantes da música instrumental brasileira: o pioneiro trio Azymuth, do baterista Ivan Conti "Mamão", o Grupo Um, dos irmãos Lelo e Zé Eduardo Nazário, e o Cama de Gato, do saxofonista Mauro Senize. Neste post, falo do Grupo Um, uma banda incendiária de jazz-fusion totalmente independente e de cunho vanguardista, considerada um dos ícones representantes da chamada "Vanguarda Paulistana", movimento de São Paulo constituído de um circuito rico de cantores, músicos e bandas tais como Luiz Tatit (fundador do Grupo Rumo), Ná Ozzeti, Arrigo Barnabé, Divina Increnca e vários outros, todos adeptos às novas sonoridades e às artes vanguardistas as quais o Brasil e o mundo puderam conhecer a partir dos anos 60, mais propriamente a partir do advento da miscelânea musical setentista: essa emergente galera de artistas, surgidas em São Paulo após o boom tropicalista, curtiam desde as novas harmonias do dodecafonismo, passando pela poesia marginal, englobando as distorções psicodélicas do rock, a miscelânea do fusion até a música eletroacústica, diferindo dos tropicalistas no sentido de adotar uma identidade urbana e não antropofágica.
Tuomo Uusitalo: Homecoming
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Tuomo Uusitalo has spent much of his musical life discovering how far a
piano can travel without forfeiting its center of gravity. Born in Tampere
and tra...
Há 21 horas


